
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou os rebeldes houthis do Iêmen com um "grande castigo militar" nesta quinta-feira (23/7), após eles lançarem ataques com mísseis e drones contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho.
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"O governo dos Estados Unidos responsabilizará o Irã, visto que os houthis são um grupo armado e/ou representantes do Irã, e um grande castigo militar será infligido ao Irã e, claro, aos próprios houthis" caso os rebeldes lancem novos ataques, escreveu o presidente em sua rede Truth Social.
O que aconteceu
As declarações ocorreram após a Arábia Saudita confirmar que um navio-petroleiro foi atingido por um projétil no Mar Vermelho e registrou um incêndio a bordo. Os houthis afirmaram ter atacado duas embarcações sauditas com mísseis e drones. Segundo autoridades sauditas, o petroleiro Encelia sofreu danos na proa, mas a tripulação está em segurança.
Na segunda-feira (20/7), os houthis anunciaram um bloqueio naval contra embarcações da Arábia Saudita em resposta a um ataque ao território controlado pelo grupo no Iêmen. A medida elevou a tensão no Oriente Médio, enquanto Omã tenta articular negociações entre Riad, representantes iemenitas e a ONU para conter a escalada do conflito.
Antes dos ataques, na quarta-feira (22/7), uma missão naval da União Europeia já havia alertado para o risco de ações dos rebeldes no Mar Vermelho e recomendado medidas de segurança às embarcações ligadas à Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel. Com a confirmação dos ataques, o mercado de petróleo reagiu diante das ameaças a uma das principais rotas de exportação saudita, levando o barril do Brent a se aproximar de US$ 100.
Embora os houthis afirmem que o bloqueio é uma resposta aos desdobramentos da guerra civil no Iêmen, autoridades americanas relacionam a ofensiva ao confronto regional envolvendo o Irã. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o grupo foi influenciado por Teerã e defendeu uma redução das tensões.

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