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EUA apontam Brasil como rota para China driblar tarifas americanas

Documento classifica o Brasil como um país de "Nível 2", definido pelo governo americano como um líder de escala com significativa integração econômica com a China

A estimativa é que a rede conhecida como
A estimativa é que a rede conhecida como "transbordo das sombras" provoque perdas de dezenas de bilhões de dólares por ano em impostos não arrecadados pelos Estados Unidos - (crédito: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP)

Os Estados Unidos acusaram o Brasil e outros 40 países de participar de uma rede global usada por empresas chinesas para evitar o pagamento de tarifas de importação no país. A acusação conta em um relatório divulgado nesta quinta-feira (13/8) intitulado “A Grande Fraude do Transbordo”.

Segundo o documento, mercadorias produzidas na China são enviadas a países intermediários para esconder sua origem. Os produtos podem passar por troca de rótulos, reembalagem ou processamento mínimo antes de serem exportados aos Estados Unidos. A prática cria a aparência de que as mercadorias foram fabricadas no país intermediário e permite escapar das tarifas impostas pelos americanos sobre produtos chineses.

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O relatório classifica o Brasil como um país de “Nível 2”, definido pelo governo americano como um líder de escala com significativa integração econômica com a China. Segundo a Casa Branca, o país funciona como um corredor latino-americano, usando sua infraestrutura portuária e logística para redirecionar produtos chineses ao mercado americano. O Brasil também é citado como uma plataforma regional capaz de sustentar alegações falsas de transformação das mercadorias ou de montagem simplificada.

O governo americano descreve o transbordo ilegal como “contrabando disfarçado de comércio”. A estimativa é que a rede conhecida como “transbordo das sombras” provoque perdas de dezenas de bilhões de dólares por ano em impostos não arrecadados pelos Estados Unidos. Além da perda de receita, o relatório calcula que a prática desloque cerca de 450 mil empregos americanos. Entre os setores afetados estão a fabricação de motores, eletrônicos e aço.

Como resposta, o governo dos Estados Unidos anunciou a criação de uma “Fronteira Detetive” baseada em inteligência artificial. O sistema deverá cruzar dados globais de transporte, histórico de rotas e capacidade de produção das fábricas para identificar inconsistências em tempo real. De acordo com o relatório, países e empresas que continuarem a facilitar a fraude poderão enfrentar sanções, tarifas punitivas e perda de acesso ao mercado americano.

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postado em 13/08/2026 17:21
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