
A Nasa lançou com sucesso, no domingo (30/8), o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman. O novo observatório foi projetado para realizar grandes levantamentos do universo e investigar questões como matéria escura, energia escura e planetas fora do Sistema Solar.
O telescópio decolou às 8h26 (horário de Brasília) a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Após a decolagem, o Roman iniciou sua jornada em direção ao segundo ponto de Lagrange (L2), a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
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A agência espacial informou que os painéis solares e o escudo térmico do observatório já foram abertos. Nas próximas semanas, os sistemas serão ativados e calibrados em um processo que deve durar três meses. A expectativa é que as primeiras imagens científicas cheguem no início de 2027.
Visão 100 vezes maior
Uma das principais características do Roman é a amplitude de suas observações. Ele possui uma câmera infravermelha de aproximadamente 300 megapixels, o Wide Field Instrument, com resolução comparável à do Hubble, mas com um campo de visão pelo menos 100 vezes maior.
Em uma única captura, o observatório poderá registrar uma área do céu 1,5 vez maior que o tamanho aparente da Lua cheia. Isso permitirá o exame de vastas populações de estrelas e galáxias para criar mapas do universo e ajudar pesquisadores a entenderem a evolução das estruturas cósmicas.
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Marcos Calil, professor e responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário, explica a função do telescópio: “O Roman não foi desenvolvido simplesmente para substituir o Hubble ou o James Webb. A grande diferença está justamente na capacidade de observar extensas regiões do céu com grande qualidade.”
Segundo Calil, o novo observatório poderá encontrar e mapear uma enorme quantidade de objetos, que depois poderão ser estudados com mais detalhes por outros equipamentos.
Tecnologia para observar exoplanetas
O Roman também carrega um coronógrafo experimental, um instrumento que bloqueia a luz intensa de uma estrela. A tecnologia permite a observação da luz refletida por planetas que a orbitam e servirá como demonstração para futuros telescópios.
O observatório foi nomeado em homenagem a Nancy Grace Roman (1925–2018), a primeira chefe de astronomia da NASA. Ela foi uma das principais responsáveis pela consolidação da astronomia espacial na agência e ficou conhecida como a “mãe do Hubble” por sua defesa do projeto.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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