ESTADOS UNIDOS

"Estava mantendo em segurança", diz mãe condenada por matar bebê

Madeline Daly disse que sabia que estaria infringindo a lei, mas "valia a pena" para proteger a criança; que ao entregar ao pai estaria correndo risco de "perigo e molestamento"

Madeline Daly acusada de matar seu filho, Basil, de 11 meses, no Novo México, Estados Unidos.  -  (crédito: reprodução/Procuradoriado6ºDistritoJudicial)
Madeline Daly acusada de matar seu filho, Basil, de 11 meses, no Novo México, Estados Unidos. - (crédito: reprodução/Procuradoriado6ºDistritoJudicial)

Na última quarta-feira (26/9), foi divulgado a condenação de Madeline Veronique Daly, de 36 anos, pelo assassinato do filho, de 11 meses, após atirar contra o bebê com uma pistola 9 mm dentro de um trailer em uma área rural do Novo México, nos Estados Unidos.

Madeline havia sequestrado o bebê em novembro do ano passado, no estado de Wyoming, no oeste dos Estados Unidos. A Justiça havia concedido a guarda emergencial da criança ao pai, Jake Stone, mas a mãe fugiu com o menino, descumprindo a ordem judicial. 

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Em depoimento, Madeline contou que o sequestrou ocorreu por que não queria que seu filho ficasse viajando de Nebraska [cidade do pai da criança] para Wyoming duas vezes por mês para cumprir o esquema de guarda interestadual.

Em dezembro, policiais conseguiram localizar Madeline e o bebê durante uma verificação de antecedentes feita pelo proprietário de uma empresa local no Novo México. O empresário pretendia contratar a mulher, mas decidiu realizar uma investigação antes de tomar a decisão, durante a contratação, descobriu que  Madeline era procurada em Wyoming, por sequestro e comunicou às autoridades a localização da mulher.  

Após a denúncia, os policiais cercaram o trailer onde Madeline estava com o filho. Segundo os documentos do caso, a mulher atirou contra o bebê e, em seguida, apontou a arma para si mesma, pórem os policiais conseguiram contê-la e ela foi presa em flagrante.

“Mesmo que o resto da vida não tenha valor, ela faria tudo de novo só para garantir que a família não o tocasse”, escreveu o detetive tenente Jason Jordan, do Gabinete do Xerife do Condado de Grant, no Novo México, em uma declaração juramentada de causa provável apresentada no caso e divulgada pelo Cowboy State Daily (CSD).

Após a prisão, Madeline disse aos agentes que estava mantendo o filho, Basil, “em segurança” e que havia feito isso para o bem do bebê. Ela afirmou ainda que sabia estar infringindo a lei, mas considerava que a atitude “valia a pena”.

Madeline também declarou em depoimento obtido pelo CSD que, se tivesse saído do trailer e entregado o filho ao pai, Jake Stoner, a criança “teria corrido perigo e sido molestada”. Segundo ela, Jake “nunca quis ter nada a ver com Basil, financeira, física ou emocionalmente”.

O documento afirma que o tiro atingiu o peito do bebê, mas também relata que “a equipe médica tentou socorrer a criança, mas não conseguiu salvar sua vida devido ao ferimento de bala no rosto”. A declaração juramentada não esclarece quantas vezes a criança foi baleada.

Processo e acusações

Madeline foi acusada em dois estados. Em Wyoming, onde teria sequestrado o bebê, ela foi acusada de sequestro e interferência de custódia por ter fugido com a criança e cruzado a fronteira estadual para descumprir a ordem judicial que concedia a guarda emergencial ao pai.

No Novo México, onde ocorreu a morte do bebê, Madeline se declarou culpada das acusações de homicídio em primeiro grau e abuso infantil resultando em morte.

Questionada posteriormente pelos investigadores sobre o motivo de ter matado Basil, Daly afirmou que “não conseguia pensar por que ou quando decidiu atirar em seu filho”. Ela também disse não ter certeza se deveria prestar declarações sem a presença de um advogado.

Daly permanece detida no Centro de Detenção do Condado de Grant, sob suspeita de homicídio em primeiro grau e abuso infantil resultando em morte. Ela está presa sem direito à fiança.

*Estagiária sob supervisão de Rafaela Soares

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postado em 04/09/2026 18:36
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