
A extrema direita alemã lidera com ampla vantagem as eleições regionais deste domingo (6) na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, segundo projeções da televisão pública.
As pesquisas de boca de urna realizadas para os canais ARD e ZDF atribuem ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) entre 44% e 44,5% dos votos, muito à frente dos conservadores da União Democrata Cristã (CDU), atualmente no governo, com 18,5%.
O resultado representa a primeira vitória de um partido tão à direita no país desde a queda do nazismo e o fim da Segunda Guerra Mundial.
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Eleição decisiva
Todos os olhos da Alemanha e do mundo estão voltados para o leste do país. Uma vitória absoluta do AfD marcaria a primeira vez que um partido de extrema direita assumiria o poder em nível estadual na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Para os oponentes do AfD, este é um grave perigo. Já o partido vê as eleições locais como um trampolim rumo ao seu sonho de alcançar o poder em todo o país.
O resultado também pode trazer novos problemas para o chanceler conservador (CDU) Friedrich Merz, que enfrenta dificuldades e dúvidas se conseguirá concluir seu mandato.
Vaiado em aparições públicas recentes, Merz dificilmente é visto como um trunfo eleitoral.
Talvez o chanceler se arrependa da promessa de deter a ascensão da direita radical, visto que aconteceu exatamente o contrário.
Em contrapartida, o carismático candidato principal do AfD no estado, Ulrich Siegmund, parece ter dominado as discussões e a cobertura da mídia.
Apelidado de "Homem Mais Perigoso da Alemanha" pela revista Der Spiegel, ele descartou as notícias de que seu círculo íntimo inclua homens que já fizeram parte do movimento neonazista.
O ator de 35 anos pode ser visto frequentemente, inclusive em suas muitas postagens nas redes sociais, em meio a multidões de fãs ou pilotando alegremente uma scooter retrô da Alemanha Oriental.
Uma nostalgia persistente pelo passado, juntamente com uma profunda insatisfação com o presente, alimentou a popularidade do partido em seus redutos no leste.
Eleitores expressam frustração com a imigração, a segurança pública, a economia alemã em dificuldades, os altos custos de energia e a ajuda enviada para países como a Ucrânia.
*Com informações de AFP e BBC
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