
Por Guilherme Cavalcanti — “Pode ter certeza de que vamos esquecê-la em breve”, teria dito o então príncipe Charles sobre a ex-mulher, a princesa Diana, poucos dias após a morte dela em um acidente de carro em Paris, em 1997. A afirmação é atribuída ao conde Charles Spencer, irmão de Diana, em Swan Song: Diana, My Sister ("Canto do Cisne: Diana, minha irmã", em tradução), autobiografia que será publicada mundialmente na próxima terça-feira (22/9). O relato foi divulgado pelo jornal britânico Daily Mail.
Segundo Spencer, a declaração teria ocorrido durante uma conversa telefônica sobre a participação dos filhos de Diana, os príncipes William e Harry, no cortejo fúnebre da mãe. Na época, William tinha 15 anos e Harry, 12. Spencer afirma que se opôs à decisão de que os dois caminhariam atrás do caixão e disse a Charles que Diana não gostaria que os filhos fossem submetidos à exposição pública.
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De acordo com o relato, Charles teria argumentado que ele próprio havia participado, 18 anos antes, do cortejo do funeral de seu tio-avô, Lord Mountbatten, em 1979. Spencer afirma que o então príncipe ficou furioso quando ele observou que Charles tinha 30 anos naquela ocasião. É nesse momento da conversa que, segundo o conde, Charles teria dito: “‘Pode ter certeza [...] vamos esquecê-la em breve!’”
No livro, Spencer afirma ter ficado “tão atônito” com a declaração que levou alguns segundos para responder. Ele relata ter dito: “Não acredito que você acabou de dizer isso”, antes de desligar o telefone.
Casamento e conflitos
A relação entre Diana e Charles já havia sido marcada por conflitos antes da morte da princesa. O casamento dos dois terminou em divórcio em 1996, um ano antes do acidente que matou Diana. No livro, Spencer afirma que pretende abordar justamente esse período e contestar versões sobre a vida da irmã que considera falsas.
O Palácio de Buckingham respondeu às declarações de Spencer. Em comunicado ao Daily Mail, afirmou que não costuma comentar livros, mas declarou que “a dor do luto entre irmãos pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outras pessoas não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda”.
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