
Cinco redes de televisão norte-americanas — ABS News, CBS News, CNN News, FOX News e NBC News — decidiram suspender a cobertura jornalística da Casa Branca a partir desta segunda-feira (21/9). A medida foi tomada em resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de proibir a entrada de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico, na residência presidencial, na última sexta (18/9).
Na declaração conjunta divulgada pelo grupo das cinco emissoras as emissoras afirmaram que “o público tem um interesse vital em receber informações precisas e independentes sobre seu governo. Nenhuma administração deveria rejeitar uma organização de notícias por discordar de suas reportagens".
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Esse grupo de cobertura é chamado de “pool” da imprensa, onde cinco redes de notícias se revezam na cobertura da Casa Branca. Nesta segunda-feira (21), o canal responsável por acompanhar o presidente na viagem para Nova Iorque, na Assembleia Internacional das Nações Unidas, era a CNN, mas ela foi proibida.
O Washington Post também divulgou um comunicado afirmando que não divulgará nenhuma foto de Donald Trump ou dos eventos presidenciais até depois de meia-noite de terça-feira (22/9). A decisão faz parte de um “esforço coletivo com fotógrafos de outras redações que cobrem a Casa Branca, em demonstração de apoio aos esforços de proibição", afirmou o jornal.
Processo contra o governo
Na última sexta-feira (18/9), o presidente dos EUA alegou, sem apresentar provas, que os canais de notícias CNN, MS NOW e Politico compartilhavam notícias falsas sobre o governo. O presidente, então, retirou as credenciais dos jornalistas dessas emissoras sem aviso prévio e sem o devido processo legal para a medida.
Em resposta, as três emissoras entraram com uma ação judicial, nesta segunda-feira (21), para restaurar o acesso. Segundo eles, o processo visa “proteger nossos direitos da Primeira Emenda e defender o princípio de que o governo não decide o que a imprensa noticia ou pública”.
No comunicado divulgado pelas emissoras, elas afirmaram que a Casa Branca revogou as credenciais por se opor às reportagens divulgadas e alertam que a medida ameaça à liberdade de imprensa. "Sem aviso prévio ou processo legal, a Casa Branca revogou as credenciais de nossos jornalistas porque se opôs às nossas reportagens. Se não for contestada, essa medida ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente, livre de interferência governamental", diz o comunicado.
*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes
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