
O segundo e último mandato de António Guterres como secretário-geral da ONU termina em dezembro de 2026, e o processo para escolher seu sucessor, que assumirá em 1º de janeiro de 2027, já está em fase avançada. Lançada oficialmente em novembro de 2025, a corrida pelo cargo mais alto da diplomacia mundial se intensifica nos bastidores do poder global.
A escolha do sucessor é um processo complexo e altamente político. A decisão final cabe ao Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) têm poder de veto. Qualquer um deles pode bloquear um candidato, o que torna a negociação um delicado equilíbrio de interesses geopolíticos.
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Historicamente, a ONU segue um princípio informal de rotação geográfica. Como a Europa já esteve representada por Guterres, e a Ásia e a África tiveram seus representantes anteriormente, cresce a expectativa de que o próximo nome venha da América Latina e do Caribe ou da Europa Oriental. O nome também costuma ser de um país considerado neutro nas principais disputas globais.
Quem são os candidatos oficiais
Diferente de especulações, a disputa já conta com oito candidatos oficiais anunciados. A pressão por uma mulher no comando da organização, algo inédito em quase 80 anos de história, também influencia a escolha. Os nomes confirmados são:
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Rafael Mariano Grossi (Argentina): Atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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Rebeca Grynspan (Costa Rica): Secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
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Macky Sall (Senegal): Ex-presidente do Senegal.
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María Fernanda Espinosa Garcés (Equador): Ex-presidente da Assembleia Geral da ONU.
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Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana): Representante permanente da Guiana nas Nações Unidas.
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Olara Otunnu (Uganda): Ex-subsecretário-geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados.
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Ivonne A-Baki (Equador): Diplomata e embaixadora do Equador.
A corrida pela sucessão deve ser definida nos próximos meses. A escolha dependerá da capacidade do candidato de obter o consenso entre as potências mundiais, especialmente em um cenário de crescentes tensões internacionais. O processo de seleção será um termômetro da diplomacia global e do futuro da própria organização.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.