ONU

Oito candidatos disputam sucessão de António Guterres na liderança da ONU

Mandato do português termina em dezembro; processo de seleção já está em curso com candidatos da América Latina e África

O plenário da Assembleia Geral da ONU, palco da escolha do próximo secretário-geral, reflete o cenário de decisões globais -  (crédito: Ricardo Stuckert/PR)
O plenário da Assembleia Geral da ONU, palco da escolha do próximo secretário-geral, reflete o cenário de decisões globais - (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O segundo e último mandato de António Guterres como secretário-geral da ONU termina em dezembro de 2026, e o processo para escolher seu sucessor, que assumirá em 1º de janeiro de 2027, já está em fase avançada. Lançada oficialmente em novembro de 2025, a corrida pelo cargo mais alto da diplomacia mundial se intensifica nos bastidores do poder global.

A escolha do sucessor é um processo complexo e altamente político. A decisão final cabe ao Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) têm poder de veto. Qualquer um deles pode bloquear um candidato, o que torna a negociação um delicado equilíbrio de interesses geopolíticos.

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Historicamente, a ONU segue um princípio informal de rotação geográfica. Como a Europa já esteve representada por Guterres, e a Ásia e a África tiveram seus representantes anteriormente, cresce a expectativa de que o próximo nome venha da América Latina e do Caribe ou da Europa Oriental. O nome também costuma ser de um país considerado neutro nas principais disputas globais.

Quem são os candidatos oficiais

Diferente de especulações, a disputa já conta com oito candidatos oficiais anunciados. A pressão por uma mulher no comando da organização, algo inédito em quase 80 anos de história, também influencia a escolha. Os nomes confirmados são:

  • Rafael Mariano Grossi (Argentina): Atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

  • Rebeca Grynspan (Costa Rica): Secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

  • Macky Sall (Senegal): Ex-presidente do Senegal.

  • María Fernanda Espinosa Garcés (Equador): Ex-presidente da Assembleia Geral da ONU.

  • Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana): Representante permanente da Guiana nas Nações Unidas.

  • Olara Otunnu (Uganda): Ex-subsecretário-geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados.

  • Ivonne A-Baki (Equador): Diplomata e embaixadora do Equador.

A corrida pela sucessão deve ser definida nos próximos meses. A escolha dependerá da capacidade do candidato de obter o consenso entre as potências mundiais, especialmente em um cenário de crescentes tensões internacionais. O processo de seleção será um termômetro da diplomacia global e do futuro da própria organização.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 25/09/2026 18:06 / atualizado em 25/09/2026 18:47
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