ARTIGO

Pequena notável

Fui conhecer, no Rio, o Museu Carmen Miranda, inaugurado em 19 de outubro de 1957, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek. Naquele espaço, está em cartaz a exposição Carmen — Luz e Ação

Carmen Miranda, cantora que fez história -  (crédito: United Artists/Divulgação)
Carmen Miranda, cantora que fez história - (crédito: United Artists/Divulgação)

A história da música popular brasileira tem, entre os maiores destaques, cantoras com uma trajetória de sucesso. Isso vem desde a época de ouro do rádio, na década de 1950, representada por Ângela Maria, Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira, Nora Ney, Elizeth Cardoso, Ademilde Fonseca, Dircinha e Linda Batista.

Depois, entre os anos 1960 e 1980, surgiu a geração de extraordinárias intérpretes: Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Rita Lee e Marina Lima, Cássia Eller, Zélia Duncan e Rosa Passos. Na sequência, vieram Marisa Monte, Elba Ramalho, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes e Maria Rita, entre outras — cada uma com suas respectivas características e importância.

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Nos tempos de agora, se sobressaem nomes como AnaVitória, Anitta, Duda Beat, Isa, Liniker, Ludmila, Luedji Luna, Marina Sena, Melim, Sandy e Teresa Cristina, com forte presença na mídia e no gosto dos seguidores.

Mas, antes de todas elas, houve uma grande estrela do nosso cancioneiro que brilhou também no universo das artes cênicas, inclusive fora dos limites do país, principalmente nos Estados Unidos, com relevante atuação na Broadway e Hollywood. Lá, passou a ser chamada de The Brazilian Bombshell.

Embora nascida em Portugal, a brasileiríssima Maria do Carmo Miranda da Cunha ganhou fama como Carmen Miranda e recebeu o apelido de Pequena Notável, em função de sua estatura mediana.

O primeiro grande momento da futura estrela teve como palco o Cassino da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na década de 1940. Ali, foi descoberta pelo produtor norte-americano Lee Shubert, à época diretor da maioria dos teatros da Broadway, que a convidou a se transferir para os Estados Unidos, onde teve presença magnética em rádios, palcos, telas e no imaginário popular.

Durante estadia recente no Rio, finalmente fui conhecer o Museu Carmen Miranda, um prédio com designer circular, projetado pelo arquiteto Eduardo Reidy, localizado na área do Aterro do Flamengo. Naquele espaço cultural, inaugurado em 19 de outubro de 1957, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek , está em cartaz a exposição Carmen — Luz e Ação, que reúne 980 itens.

São peças como os icônicos turbantes e fantasias que a cantora usava, roteiros de programas radiofônicos e televisivos, fotografias e cópias de matérias publicadas em jornais e revistas da época. A maior parte do acervo foi doada pela irmã Aurora Miranda. Ao ter acesso, o visitante recebe um programa, que é uma espécie de guia da mostra.

 

 

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postado em 24/03/2026 06:00
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