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Carlo Ancelotti não foge à luta chamada Neymar e tem tamanho para isso

Ancelotti aceita o desafio de administrar Neymar, mas não condiciona o projeto da Seleção a ele. A responsabilidade pela escolha tem nome, sobrenome e cinco orelhudas no currículo

. -  (crédito: maurenilson)
. - (crédito: maurenilson)

Carlo Ancelotti é o técnico recordista de títulos da Champions League. Cinco orelhudas por Milan (2003 e 2007) e Real Madrid (2014, 2022 e 2024). Conquistou os principais campeonatos nacionais da Europa: Alemão (Bayern), Espanhol (Real Madrid), Francês (PSG), Inglês (Chelsea) e Italiano (Milan). Cinco jogadores foram Bola de Ouro e/ou Fifa The Best sob a batuta dele. Shevchenko, Cristiano Ronaldo, Benzema, Kaká e Vinicius Junior.

A CBF não contrataria um técnico desse perfil para se esquivar de Neymar. Não está no contrato a obrigação de convocá-lo. Embora não tenha nascido no país, Ancelotti mandou recado aos brasileiros: "(...) verás que um filho teu, ou melhor, um italiano, não foge à luta (...)". E que luta!

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Adapto o trecho do Hino Nacional porque, ao convocar o gênio indomável, Ancelotti assume a missão (impossível?) de fazer Neymar ajudar, mesmo sem a certeza de que ele se apresentará 100%. O problema, agora, é exclusivamente dele. Afinal, o desafio também está previsto no contracheque pago em euros.

Ancelotti comandou Cristiano Ronaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Pirlo, Maldini, Thiago Silva, Vinicius Junior, Rodrygo, Modric, Benzema, Bale, Beckham, Drogba, Lampard, Sergio Ramos, Casemiro, Ronaldo, Cafu, Del Piero, Ibrahimovic em clubes de ponta como Milan, Real Madrid, Chelsea, PSG, Bayern de Munique e Juventus. Por que o vitorioso gestor de vestiário se esquivaria, aos 66 anos, de comandar Neymar?

Depois do anúncio dos 26 convocados, Ancelotti senta-se na sala de conferências do Museu do Amanhã muito seguro. Estava lá e vi sem cortes. Mostra tamanho para bancar a convocação de Neymar — e para cortá-lo se julgar necessário devido ao edema na panturrilha direita. Mesmo assim, bufa, faz pausas em busca de palavras devido ao vocabulário de um aprendiz do idioma de Camões e defende a escolha.

Há quem ache que ele compôs com a CBF. Qual é a novidade? Ancelotti trabalhou com Calisto Tonzi, Nasser Al-Khelaifi, Farhad Moshiri, Vittorio Chiusano, Aurelio De Laurentiis, Silvio Berlusconi, Adriano Galliani, Roman Abramovich e Florentino Pérez para citar alguns ex e atuais poderosos-chefões da bola.

Carlo Ancelotti não dá garantia a Neymar de titularidade, camisa 10 e faixa. "Escolhemos Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reserva, e sim porque pode trazer suas qualidades para a equipe, mesmo que jogue um minuto".

Outra resposta chamou a atenção. "Não sou um mago, e sim um trabalhador há 40 anos. Tenho o conhecimento e a confiança de que esse time pode competir com os melhores do mundo. Podemos ganhar a Copa e chegar à final? Sim, podemos. Mas não sei se é suficiente, o melhor é chegar e ganhar a final."

Ancelotti aceita o desafio de administrar Neymar, mas não condiciona o projeto da Seleção a ele. Acredita que o Brasil pode ser campeão do mundo com Neymar, sem Neymar, com Neymar titular ou entrando por um minuto. A responsabilidade pela escolha tem nome, sobrenome e cinco orelhudas no currículo.

 

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MP
postado em 23/05/2026 06:00
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