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Intérpretes icônicas

No show Soraya Ravenle, nome da maior relevância na cena carioca dos musicais e protagonista do show, passeou pelo repertório de Dalva de Oliveira, ao interpretar clássicos

Opinião -  (crédito: Reprodução/Instagram/@dalvaomusical)
Opinião - (crédito: Reprodução/Instagram/@dalvaomusical)

Desde Carmem Miranda, na década de 1940, as vozes femininas sempre estiveram em destaque no âmbito da Música Popular Brasileira. Nos anos seguintes, durante o período que foi considerado a era de ouro do rádio, outras grandes cantoras chamaram a atenção dos ouvintes, entre as quais Ângela Maria, Emilinha Borba, Marlene, Nora Ney, Ademilde Fonseca, Dircinha e Linda Batista e Elizeth Cardoso.

Há dois finais de semana, durante estadia no Rio de Janeiro, tive o privilégio de assistir, no Teatro Claro Mais, em Copacabana, a um espetáculo memorável cujo título realçou outra representante daquela geração: Minha Estrela Dalva. No show Soraya Ravenle, nome da maior relevância na cena carioca dos musicais e protagonista do show, passeou pelo repertório de Dalva de Oliveira, ao interpretar clássicos como Ave Maria no morro (Herivelto Martins), Bandeira Branca (Laércio Alves e Max Nunes), Errei, sim (Ataulfo Alves), Olhos verdes (Vicente Paiva), Vingança (Lupicínio Rodrigues) e Zum zum (Paulo Soledade).

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No musical, com roteiro do ator Renato Borghi, Ravenle foi acompanhada pelo quarteto, formado por Nath Calan (bateria e percussão), Giancarlo Barletta (baixo), Gustavo Fiel (piano elétrico), William Guedes (violão) e Denise Ferrari (violoncelo). Ao término, ela e o grupo foram aplaudidos de pé pelos espectadores.

Uma outra intérprete que desenvolve elogiado trabalho é a paulista Mônica Salmaso. Acaba de chegar às plataformas digitais, com Senhora das Canções — Um tributo a Elizeth. O álbum, lançado pela Biscoito Fino nas plataformas digitais, foi registrado ao vivo em estúdio num único dia.

A homenagem surgiu de uma visita de Salmaso à Casa do Choro, no Rio de Janeiro, onde se encontrou com a cavaquinista Luciana Rabello e o violonista Maurício Carrilho. Os dois atuaram ao lado de Elizeth na década de 1980. 

Do mergulho na extensa discografia, com um passeio pelos muitos caminhos musicais percorridos pela Divina (como a cantora era chamada), nasceu o repertório. A lista traz, por exemplo, sambas gravados por Elizeth na década de 1950, como Seresteiro (Raul Moreno, Renato Lima e Zé Kéti), Violão vadio (Baden Powell e Paulo Sérgio Pinheiro), Sei lá Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho), A mentira acaba (Rui de Almeida e Arnô Provenzano), além de Se as estrelas falassem, de autoria da própria cantora.

Juntam-se ao repertório canções que não foram gravadas por Elizeth, mas que dialogam com seu universo, como, por exemplo, Deixa pra lá (Dino e Meira), Carta ao poeta (Baden Powell e Paulo César Pinheiro) e Nossa Senhora do Silêncio (Maurício Carrilho).

Para Salmaso, a escolha do repertório foi uma tarefa árdua diante da grandiosidade da discografia. Segundo ela, Elizeth deixou um acervo de canções icônicas de vários estilos. Depois do lançamento do álbum, Salmaso botou o pé na estrada com um show que estreou no dia 15 último em Belo Horizonte e depois seguiu para Porto Alegre.

Ficamos na torcida para que o concerto venha a ser apresentado em Brasília. No dia 30 de novembro de 2022, ela esteve ao lado de Chico Buarque no show Que tal um samba?, que ocupou o palco do auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para plateia que superlotou aquele espaço.

 

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postado em 01/09/2026 05:00
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