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Abaixo o entreguismo!

Colocar em risco a soberania do Brasil é compactuar com a perda das liberdades, o cerceamento do progresso, a semicolonização de uma nação que deveria orgulhar-se de si mesma.

Steve Bannon e seus asseclas orquestram para que o Brasil seja entregue de bandeja ao imperialismo de Donald Trump -  (crédito: JIM WATSON)
Steve Bannon e seus asseclas orquestram para que o Brasil seja entregue de bandeja ao imperialismo de Donald Trump - (crédito: JIM WATSON)

A soberania de uma nação deveria ser sagrada. Inegociável. O Brasil nunca correu tanto risco de ser entregue de bandeja ao imperialismo de Donald Trump. Não por um acidente da geopolítica internacional, mas por uma ação orquestrada da extrema-direita de Steve Bannon e seus asseclas. Um deputado federal que se "exilou" nos Estados Unidos passou a exercer o papel de capacho de Trump. Começou a articular uma série de sanções ao Brasil, motivado pela sede de poder dinástico de uma família que se acha dona de uma nação.

É bastante provável que a Casa Branca enxergue as eleições de 4 de outubro como uma oportunidade de selar a hegemonia direitista na América do Sul. Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Peru são governados por líderes alinhados à política de Washington. É como a chance de fechar o arco ultraconservador no subcontinente e, de que quebra, assegurar ganhos políticos e econômicos.

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O Brasil é, atualmente, um dos poucos bastiões de resistência, ao lado do Uruguai, do centro-esquerdista Yamandú Orsi. Após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, em janeiro passado, a Venezuela passou ao comando de Delcy Rodríguez — "líder artifical" usada para atender aos interesses de Trump.

Delcy entregou a Washington 21% das reservas de 17 campos petrolíferos de sua nação. O republicano está de olho nas terras raras do Brasil e nas riquezas da Amazônia. É como o cachorro na frente da vitrine vendo o frango rodando na máquina enquanto assa. O cão saliva, desespera-se, articula sons na ânsia de abocanhar o alimento. A diferença, aqui, é que o frango está sendo entregue diretamente na boca do cachorro.

É preciso cuidado para não estimular o entreguismo ou ser pelego do imperialismo. Colocar em risco a soberania do Brasil é compactuar com a perda das liberdades, o cerceamento do progresso, a semicolonização de uma nação que deveria orgulhar-se de si mesma.

Nos últimos meses, assistimos a tentativas deliberadas de um clã político de prejudicar o Brasil. Quase imploraram para que os EUA impusessem tarifas ao nosso país. Tudo por pretexto político, eleitoreiro: culpabilizar o governo, de matiz ideológica oposta, e tentar ganhar votos. Tudo sob o lema de "Deus, Pátria e Família". Que patriotismo é esse? Esqueceram que o cidadão brasileiro correria o risco de perder o emprego e que empresas ligadas à exportação para os EUA poderiam sofrer o perigo de falência. Isso não é agir em prol do Brasil, mas depor contra.

Aqui não se trata de ser de esquerda ou progressista, de direita ou conservador. Trata-se de preservar os interesses do Brasil. As riquezas de nosso país precisam trazer prosperidade para o nosso povo, não para Donald Trump e sua trupe. É questão de autodeterminação. Nem mais nem menos.

 

 

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postado em 16/09/2026 05:00
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