CPI da Covid

CPI adia votação de sigilo fiscal e telemático de Pazuello e outros 5

Três citados são ligados ao governo federal. Após pedido do líder do governo, presidente da comissão disse que poderiam votar na questão nesta quinta-feira (10/6), com quebra de sigilo de empresas

Sarah Teófilo
postado em 09/06/2021 11:29 / atualizado em 09/06/2021 17:16
 (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
(crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a votação da quebra de sigilo fiscal e telemático do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e de outras cinco pessoas, sendo quatro delas ligadas ao governo federal. A decisão veio após pedido do líder do governo, Fernando Bezerra (DEM-PE), que solicitou o adiamento para que seja possível “aprofundar a análise da necessidade de votar”. A votação ocorre em bloco — ou seja, todos os requerimentos são votados em conjunto.

Aziz afirmou que abriria uma exceção para que sejam votados na próxima quinta (10/6) os sigilos juntamente com a quebra de sigilo de empresas, que entrarão na pauta. Além de Pazuello, estavam na pauta desta quarta-feira (9) a quebra de sigilo fiscal e telemático da secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro; o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins; o advogado criminalista Zoser Hardman, ex-assessor especial de Pazuello na Saúde; o tenente-médico Luciano Dias Azevedo, da Marinha; e do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques.

Este último é apontado como autor de um “estudo paralelo” no qual sustenta que metade das mortes creditadas à covid-19 não ocorreu por causa da doença. No caso de Luciano, ele foi apontado como autor da minuta do decreto que mudaria a bula da cloroquina, processo abortado depois da negativa do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, na CPI, e como possível integrante do chamado “gabinete paralelo”. A CPI está apurando a existência do referido gabinete, que seria um assessoramento paralelo que alimentaria o presidente da República com informações negacionistas no combate à pandemia do novo coronavírus.

Na última terça-feira (8), não havia consenso entre o G7, senadores de oposição e independentes ao governo que são titulares na CPI. À noite, se reuniram e definiram os nomes aos quais haveria quebra de sigilo fiscal e telemático, assim como as nomeações.

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