COP26

Amazônia exportará água no futuro, prevê vice-presidente Mourão

Para general, bioeconomia é o futuro de desenvolvimento da Amazônia. Ele disse que governo estuda exportação de água e que outros segmentos de desenvolvimento seriam mineração e ecoturismo

Tainá Andrade
postado em 04/11/2021 14:31
 (crédito: RICARDO OLIVEIRA)
(crédito: RICARDO OLIVEIRA)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira (4/11) que em uma perspectiva futura o governo avalia exportar água da região amazônica para países que estão em crise. O vice-presidente mencionou a ideia ao citar que o território possui uma biodiversidade que deve ser explorada com a visão de bioeconomia. As falas foram proferidas durante painel da 26ª edição da Conferência da ONU sobre o Clima, a COP26, em Brasília, do qual participou com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

“Em perspectivas futuras, com a crise de água — e nós temos água para dar e vender —, um dos produtos de exportação será água”, comentou.

Ele destacou também que projetos de mineração com o cuidado de preservar o meio ambiente são opções no radar do governo. Outro ponto de desenvolvimento para a região tem a ver com o ecoturismo. Porém, segundo Mourão, é preciso se voltar a uma melhor exploração desse segmento nos locais com potencial, melhoria da infraestrutura para receber o turista e de divulgação.

O ministro lembrou que o governo está implementando, em Anavilhanas, o novo modelo de concessão oferecido aos parques da região, que divide as responsabilidades entre privado e público. “A ideia é que os recursos fiquem no parque e, ao mesmo tempo, contribuam com a preservação. O concessionário faz o seu papel de cuidar do turista e o papel do ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) é cuidar do parque. Os recursos da concessão vão ser utilizados no parque e tem uma parte onerosa de trazer o conceito de preservação, que é de treinamentos, entre outras atividades. Os dois juntos vão preservar o território. Como comentei antes, é o turista que vai avisar se tiver alguma coisa, o turista não volta para o local se não estiver bem cuidado e vai contribuir com o ICMBIO”, explicou.

Segundo o ministro, essa é uma das soluções para promover o crescimento verde na região. O novo modelo prevê a inclusão de 20 parques espalhados pelo Brasil e foi criticado por socioambientalistas.

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

CONTINUE LENDO SOBRE