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Bolsonaro: "Prefiro estar no Centrão do que no esquerdão"

o chefe do Executivo ainda aproveitou a entrevista para alfinetar o ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (Podemos), possíveis postulantes ao Planalto em 2022.

Ingrid Soares
postado em 26/11/2021 12:27 / atualizado em 26/11/2021 12:37
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

A fim de justificar a proximidade e a filiação ao PL, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “prefere estar no Centrão do que no esquerdão”. A declaração ocorreu durante entrevista ao Diálogo com Lacombe (RedeTV!) na noite de quinta-feira (25/11).

"São 513 deputados, quase 300 são do dito Centrão. Se eu não conversar com eles, vou conversar com quem?", questionou. "Já fui do PP, já fui do PTB. É um nome pejorativo o que deram. Prefiro estar no Centrão do que no esquerdão, lá você não consegue nada de bom para o país".

O chefe do Executivo ainda relatou conversas de "alto nível" com Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ontem, Bolsonaro afirmou ter acertado com Costa Neto que a sigla não terá coligações com partidos de esquerda nas eleições de 2022. A previsão é de que o chefe do Executivo se filie à sigla na próxima terça-feira (30), feriado do Dia do Evangélico.

Bolsonaro ainda aproveitou a entrevista para alfinetar o ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos), possíveis postulantes ao Planalto em 2022.

"Com o PT de volta, todo mundo vai perder. Não tem como fazer milagre na economia e vão voltar para aparelhar tudo no país, para nunca mais sair do poder".

O presidente repetiu que gostaria de ver Moro “em cima de um caminhão falando para duas mil pessoas. Não consegue conversar", criticou.

Bolsonaro também caracterizou como “recalque” a proximidade de ex-governistas com Moro. O general Santos Cruz se filiou ao Podemos nessa quinta-feira, semanas após o ex-juiz assinar sua ficha de filiação do partido. O ex-ministro da Secretaria de Governo defendeu o fim da reeleição no Brasil, uma das promessas de Sergio Moro em seu início de pré-campanha. Segundo o general, a reeleição "distorceu" o processo político-eleitoral do país.

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