COVID-19

Bolsonaro diz que discute quarentena para viajantes vindos da Argentina

Sobre uma quarta onda, presidente destacou que "tudo pode acontecer" mas que "não adianta se apavorar". "Tudo pode acontecer, uma nova variante, um novo vírus, como foi isso aí. O mundo, o Brasil não aguenta um novo lockdown"

Ingrid Soares
postado em 26/11/2021 16:59 / atualizado em 26/11/2021 17:11
 (crédito: Reprodução / TV Brasil)
(crédito: Reprodução / TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (26/11) que avalia quarentena para viajantes de avião vindos da Argentina. Em conversa com jornalistas, o chefe do Executivo foi questionado sobre um eventual fechamento da fronteira em meio à nova variante da covid-19 da África do Sul. No entanto, não especificou se usou a Argentina como exemplo ou se realmente será adotada a medida para o país. A declaração ocorreu após a cerimônia de formatura do 76º Aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista no Rio de Janeiro e foi disponibilizada pelo G1.

"Conversei com o Almirante Barros, que é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), conversei com o Ciro (Nogueira), que é chefe da Casa Civil. Discutimos Argentina. Quem veio da Argentina de carro para cá, sem problema. Quem vier de avião tem que ficar 4 dias em quarentena. Eu vou tomar medidas racionais. Carnaval por exemplo. Eu não vou para o Carnaval. A decisão cabe a governadores e prefeitos. Eu não tenho o comando do combate à pandemia", apontou.

A Anvisa publicou nota técnica nesta sexta-feira, recomendando medidas restritivas de caráter temporário em relação aos voos e viajantes procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, em decorrência a nova variante do SARS-CoV-2 identificada como B.1.1.529.

Sobre uma quarta onda, o líder do Planalto destacou que "tudo pode acontecer". "Tudo pode acontecer, uma nova variante, um novo vírus, como foi isso aí. O mundo, o Brasil não aguenta um novo lockdown. Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adiante se apavorar", completou.

Mais cedo, ainda em Brasília, o presidente voltou a falar sobre a possibilidade de uma quarta onda de covid-19 no país, mas descartou o fechamento de aeroportos.

 

 

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