ELEIÇÕES 2022

Em evento do PL, Bolsonaro diz que disputa política é do 'bem contra o mal'

De acordo com o partido, o evento era para celebrar novas filiações, mas Bolsonaro foi chamado de futuro presidente pelo próprio líder da sigla

Tainá Andrade
Jéssica Andrade
postado em 27/03/2022 12:41
 (crédito: Tainá andrade CB/DA Press)
(crédito: Tainá andrade CB/DA Press)

O presidente da república, Jair Bolsonaro, discussou em um evento do Partido Liberal (PL), na manhã deste domingo (27/3), no centro de Convenções, em Brasília. Oficialmente, o PL diz que o evento não teria como objetivo o lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro.

Apesar da negativa do partido, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, falou brevemente no evento e chamou Bolsonaro de 'futuro presidente pelo segundo mandato'. O líder do partido também anunciou a filiação de dois ministros: João Roma (Cidadania) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Porém, ninguém assinou nenhum documento ou ficha de filiação durante a cerimônia.

Logo após a fala da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente da República iniciou seu discurso falando sobre Deus, e afirmou que a disputa política no país não é da esquerda contra a direita, mas do bem contra o mal.

"O nosso inimigo não é externo, é interno. Não é luta da esquerda contra a direita. É luta do bem contra o mal", afirmou o presidente.

Durante o discurso, não houve menção direta à pré-candidatura. Porém, Bolsonaro disse que ninguém deveria desejar a cadeira dele (seu posto como presidente).

“Lá é um lugar muito difícil, principalmente para quem quer fazer a coisa certa. Temos um compromisso, minha vida não pertence mais a mim, pertence a vocês. Como cidadão e chefe do Executivo juro dar a minha vida pela nossa liberdade”, promerteu.

Bolsonaro relembrou ainda sua trajetória nas eleições de 2018, exaltou ações do governo e deixou claro que não pretende deixar a presidência em um futuro breve.

"O que nós queremos, juntamente com muitos que estão aqui, é deixar e entregar o comando deste país lá na frente, bem lá na frente, por um critério democrático, transparente, o país bem melhor do que recebi em 2019", afirmou Bolsonaro.

O presidente disse ainda que não se deve esquecer o passado, “porque aquele que esquece o passado está condenado a não ter futuro”, e afirmou que há pouco o país estava “à beira do abismo”.

Na tentativa de desviar do discurso eleitoral, o chefe do Executivo disse que aquele não é o local de fazer campanha, mas disse que vai representar os apoiadores. “Todos aqui têm as suas obrigações, sabem das suas responsabilidades, e me apresento para a mais nobre missão, representar cada um de vocês", prometeu.

Em um determinado momento do discurso, Bolsonaro criticou, indiretamente, a postura dos governadores estaduais durante enfrentamento ao coronavírus. “Vocês sentiram ao longo da pandemia o gosto da ditadura. Onde vários tiraram o direito de ir e vir. Serviu para vocês no tocante à responsabilidade, para que vocês tenham consciência ao escolher para os cargos que os representam."

Por fim, Jair Bolsonaro disse que o país está "vencendo essa fase" e que pesquisas “mentirosas” publicadas "mil vezes não farão um presidente da República”. Neste momento, o presidente foi ovacionado com gritos de “mito”.

Bolsonaro chegou ao evento acompanhado da primeira-dama e de ministros como Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Faria (Comunicações) e Onyx Lorenzoni (Trabalho). Ele aproveitou os momentos iniciais da cerimônia para tirar fotos com os apoiadores.

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