
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou, na tarde desta terça-feira (6/1), em Brasília, um dia após o Brasil condenar a a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, na reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula estava fora da capital desde o Natal, festa que passou em São Paulo, e o período de ano novo, onde ficou em Mangaratiba, no Rio de Janeiro.
Já em Brasília, Lula foi à residência oficial na Granja do Torto, onde não cumpriu agenda. A expectativa é que o presidente retome os compromissos oficiais a partir desta quarta-feira (7/1). Sua agenda oficial, no entanto, ainda não foi publicada pelo Planalto.
Ao longo desta terça-feira, ministros palacianos se manifestaram sobre a questão da Venezuela. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a intervenção militar que prendeu o presidente deposto Nicolás Maduro e defendeu o que chamou de "soberania do nosso continente".
"É muito importante ressaltar estes fatos nesse momento, em que a soberania em nosso continente volta a ser ameaçada, como não se via desde os tempos da Guerra Fria", disse Gleisi, em vídeo publicado nesta terça-feira, em seu perfil no Instagram.
A postagem da ministra, que foi convidava para participar do ato em referência aos três anos dos atos golpistas do 8 de Janeiro, em frente ao Palácio do Planalto, também criticou opositores de Lula que o associaram com Maduro.
"Nós sabemos muito bem quem defendeu e segue defendendo a democracia junto com o povo brasileiro. Não são aqueles que conspiraram contra o julgamento dos golpistas. Comemoraram o tarifaço e as sanções e defenderam a anistia aos condenados [da trama golpista]", completou Gleisi.
Assim como a ministra de Relações Institucionais, o titular da Secreteria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, entoou a ideia de que o ato em referência ao 8 de Janeiro também será em defesa da soberania sul-americana.
"O centro do ato de 8 de janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. É o primeiro 8 de janeiro após a condenação e prisão dos criminosos golpistas. Agora, é evidente que os temas da Soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8 de janeiro", afirmou Boulos.

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