
Durante entrevista ao jornalista Paulo Figueiredo nesta terça-feira (6/1), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua pré-candidatura representa uma "segurança eleitoral". O parlamentar disse não ver risco de derrota na disputa por classificar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um "produto vencido".
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"A minha pré-candidatura dá essa segurança para esse palanque de que a gente não perde, e eu não tenho nenhuma dúvida de que não vou perder essa eleição. O Lula é aquela picanha podre, estragada e fedorenta. Aquela cerveja choca. Você consome uma cerveja choca ou picanha estragada? Esse é o Lula. Um cara analógico, e que já deu a contribuição que tinha que dar para o país”, disse.
O senador disse, ainda, que Lula "enganou muita gente". "Ninguém vai perder a eleição para ele, ninguém perde porque o brasileiro não cai mais nas mentiras do Lula. Esse cara é o pai da mentira, o pinóquio encarnado. O Brasil não aguenta mais. Ele tem que ir para casa, passear pelo mundo com a Janja. Ele está milionário, não precisa de dinheiro público nem pra isso."
Flávio também acusou o atual presidente de ser chamado de "pai dos pobres", mas de se distanciar das populações de baixa renda, citando a realização da COP30 em Belém, no Pará. Segundo ele, o presidente "ficou em iate de luxo” e não conviveu com a realidade social do entorno. "Os pobres continuavam ali, sofrendo, enquanto ele posava para fotos. Descartou a chance de usar as verbas destinadas à COP para mudar a realidade daquelas pessoas", declarou.
O senador ainda comentou sobre o impacto do anúncio de sua pré-candidatura e afirmou que parte do eleitorado esperava um gesto direto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na sucessão política. "A vantagem de eu ter o sobrenome Bolsonaro é das pessoas enxergarem em mim um Bolsonaro que elas queriam ter visto no próprio Jair", disse.
Mesmo assim, ele ressaltou que não pretende substituir a figura política de seu progenitor. "Eu não tenho nenhuma pretensão de chegar aos pés do meu pai. Ele é inigualável, de outro mundo, não desse planeta. Abençoado por Deus e a maior liderança política do Brasil."
"Eu não tenho dúvidas que o Brasil vai escolher seguir o caminho da prosperidade e não o das trévas com o Lula. Quero mostrar para o brasileiro que vai ser um time ainda melhor que o do Bolsonaro, com autonomia para tomar as decisões que resulta na geração de empregos e na redução dos impostos", disse.
O senador finalizou falando sobre o que precisa ser feito de diferente caso seja eleito em 2026. "A gente tem que ganhar o bolo e a cereja do bolo. A cereja é a presidência da República, e o bolo, entre outras coisas, é o Congresso Nacional, que é quem pode dar o suporte nas mudanças na Constituição, melhorar a legislação, deixar o 'vagabundo' muito tempo mais preso do que fica hoje".

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