
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para que o pastor Silas Malafaia apresente resposta à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por injúria, calúnia e difamação contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva. O despacho foi assinado em 20 de dezembro e publicado no dia 22, iniciando a contagem de 15 dias para a manifestação da defesa.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
No mesmo ato, Moraes determinou a retirada do sigilo do processo. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, no dia 18 de dezembro, a partir de uma representação protocolada pelo próprio general, que se sentiu atingido por declarações feitas por Malafaia em atos públicos.
- Leia também: Malafaia reage à prisão de Bolsonaro e fala em "manobra" para desviar foco do Banco Master
As falas questionadas ocorreram durante uma manifestação em favor da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, realizada em abril de 2025, na Avenida Paulista. À época, Malafaia fez críticas ao alto comando do Exército pela postura adotada após a prisão do general Braga Netto, em dezembro do ano anterior.
Em reação à denúncia, o pastor afirmou, em 26 de dezembro, que não citou o nome de Tomás Paiva em suas declarações e contestou a iniciativa do comandante do Exército. Segundo Malafaia, ele se referiu genericamente aos generais de quatro estrelas e ao alto comando da Força, sem individualizar qualquer autoridade militar.
“Eu disse que os generais de quatro estrelas, o alto comando do Exército, eram uma cambada de frouxos, covardes e omissos porque ficaram quietos diante da prisão injusta e vergonhosa do general Braga Netto. Na manifestação, eu não cito o nome do general Tomás Paiva”, declarou o pastor ao criticar o que chamou de “aberração” na denúncia.
Malafaia também questionou o prazo fixado por Moraes, por ter sido concedido durante o recesso do Judiciário, iniciado em 19 de dezembro. O ministro, que é vice-presidente do STF e relator do caso, atua em regime de plantão no período, em sistema de revezamento com o presidente da Corte, Edson Fachin.

Flipar
Flipar
Flipar
Flipar
Revista do Correio
Flipar