Ex-presidente preso

"O que estão fazendo com meu pai é técnica de tortura", diz Flávio Bolsonaro

Senador e presidenciável comentou sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro e os resultados da pesquisa Quaest. Também buscou minimizar tensões internas na direita após episódio envolvendo a ex-primeira-dama e Tarcísio

Senador Flávio Bolsonaro visita o pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da PF, em Brasília -  (crédito: Danandra Rocha/CB/DA.Press)
Senador Flávio Bolsonaro visita o pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da PF, em Brasília - (crédito: Danandra Rocha/CB/DA.Press)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a comentar sobre a saúde do pai nesta quinta-feira (15/1), após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O presidenciável também abordou, em breve coletiva a jornalistas, os resultados da mais recente pesquisa Quaest e a repercussão política de uma postagem envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Flávio relatou que Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades relacionadas a um quadro persistente de soluços, agravado pelo uso de medicamentos que, segundo ele, podem provocar desequilíbrio e risco de quedas. O senador afirmou que o pai vive um “dilema” entre controlar os sintomas e evitar efeitos colaterais, além de reclamar das condições do ambiente em que ele permanece durante o dia. Segundo o senador, a defesa aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um novo pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário.

“O estado de saúde reforça a necessidade de que ele tenha alguém sempre por perto”, afirmou o senador, ao destacar que, apesar do desgaste físico, Jair Bolsonaro mantém o bom humor e a resiliência emocional. Flávio disse sair “triste” da visita, mas declarou-se esperançoso de que a situação seja reavaliada pela Justiça.

Questionado sobre os resultados da pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14), em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria em todos os cenários do segundo turno, o senador afirmou que os números não refletem, em sua avaliação, a realidade observada por levantamentos internos de seu grupo político. Ainda assim, reconheceu que as pesquisas indicam crescimento de seu nome, inclusive entre eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. Flávio afirmou que seguirá “defendendo as bandeiras” associadas ao governo do pai e mantendo articulações políticas de forma reservada ou pública. 

O senador também comentou a polêmica envolvendo Michelle Bolsonaro, que compartilhou um vídeo do governador Tarcísio de Freitas e curtiu um comentário feito pela esposa dele, Cristiane Freitas, no qual o paulista era citado como possível “CEO do Brasil”. Flávio evitou críticas diretas e afirmou que não vê o episódio como sinal de racha interno é que “prática a união”. 

“Nosso adversário não está dentro da direita, está no atual governo”, declarou, ao defender a construção de uma frente unificada contra a esquerda. Sobre rumores de que Michelle poderia ser estimulada a assumir protagonismo eleitoral no futuro, Flávio disse não se basear em declarações atribuídas a “interlocutores” e afirmou que, até onde sabe, é o pré-candidato indicado por Jair Bolsonaro “e isso não tem volta”.

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postado em 15/01/2026 10:44 / atualizado em 15/01/2026 10:55
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