
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu, nesta quinta-feira (15/1), que o ex-presidente Jair Bolsonaro será transferido da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Policial Sul, para a Papudinha, um batalhão da Polícia Militar localizado ao lado do complexo penitenciário da Papuda, para continuar a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia e tentativa de golpe de Estado.
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Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro será levado para o 19º Batalhão da PM-DF, onde já estão o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso no Paraguai quando tentava fugir para El Salvador. O local ganhou o apelido de "Papudinha" por ficar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.
No documento, o ministro afirma que a transferência será feita de forma imediata e estabelece que a mudança busca adequar o local de custódia às condições necessárias para o cumprimento da pena e para a análise de novos pedidos da defesa, sobretudo relacionados à saúde, rotina de visitas e assistência jurídica. A Sala de Estado Maior da chamada “Papudinha” oferece estrutura considerada superior à média do sistema prisional brasileiro.
Ainda segundo o texto, o espaço destinado ao ex-presidente tem área total de 64,83 metros quadrados, com banheiro, cozinha, lavanderia e área externa privativa. O local conta com cama de casal, armários, geladeira e televisão, além da possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos. A defesa também poderá providenciar a instalação de equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, e adaptações de segurança, incluindo barras de apoio e grades de proteção na cama.
Veja como é a Papudinha:
A decisão ocorre em razão do histórico clínico de Bolsonaro e de intercorrências recentes relatadas pela defesa, como uma queda da cama. Com isso, foi determinado ainda pelo ministro, assistência médica integral, com direito a atendimento 24 horas por dia e acesso livre a médicos particulares.
Em situações de urgência, o deslocamento para hospitais está autorizado sem necessidade de autorização judicial prévia. Além disso, uma junta médica oficial da Polícia Federal deverá realizar perícia em até 10 dias para avaliar a compatibilidade do estado de saúde do sentenciado com o ambiente prisional.
A defesa de Bolsonaro não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

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