
A Corte de Apelação de Roma adiou, mais uma vez, a audiência para decidir se a ex-deputada federal Carla Zambelli será extraditada ou não para o Brasil. Houve sessão nesta terça-feira (20/1), mas os magistrados italianos não chegaram a uma conclusão.
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Apesar do Ministério Público da Itália se posicionar a favor da extradição, o julgamento, que decidirá o futuro da ex-parlamentar, já foi adiado outras três vezes por motivos diversos. O primeiro deles ocorreu após a defesa de Zambelli aderir a uma greve de advogados romanos. Já o segundo e o terceiro derivaram da apresentação de novos documentos de defesa para o Tribunal.
A intenção da Corte é ouvir a defesa da ex-parlamentar e avaliar os documentos enviados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
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Os escritos afirmam que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli ficará presa caso seja extraditada para o Brasil, oferece salubridade, assistência às detentas e segurança, além de possuir atendimento médico e cursos técnicos. O magistrado também expôs que nunca houve rebelião na penitenciária.
A defesa de Zambelli, no entanto, usará de questionamentos ao sistema carcerário brasileiro, além de alegar que a filiada ao PL sofre perseguição judicial e política no Brasil.
O STF condenou Carla Zambelli duas vezes: por invadir os sistemas do CNJ, em atuação com o hacker Walter Delgatti, e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A bolsonarista fugiu para a Itália em junho, onde tem cidadania, e foi presa no país depois de um mês foragida.
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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