
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a caminhada realizada neste domingo (25/1) por apoiadores no Distrito Federal já produziu efeitos no cenário político e aumentou a pressão sobre o Congresso Nacional e o governo federal. Segundo ele, a mobilização popular fortaleceu a direita e ampliou a cobrança por investigações e mudanças institucionais.
As declarações foram dadas ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (26). Durante a entrevista, o parlamentar disse que a manifestação mostrou a força da participação popular sem o uso de estrutura partidária ou incentivos financeiros.
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“Colocar aquela multidão sob chuva forte, sem pão com mortadela ou show de artista, mostrou o poder do povo”, afirmou. Para ele, o ato fez com que políticos passassem a reavaliar suas posições diante da pressão popular.
Nikolas afirmou que um dos objetivos centrais da mobilização é a instalação de comissões parlamentares de inquérito para apurar supostos escândalos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master. Segundo o deputado, a cobrança por essas investigações tende a se intensificar nos próximos dias.
Além das CPIs, o parlamentar citou a derrubada do veto presidencial à dosimetria como outra pauta prioritária do grupo. De acordo com ele, a medida poderia beneficiar famílias de pessoas presas pelos atos de 8 de janeiro.
Durante a entrevista, Nikolas relatou ainda que a caminhada permitiu identificar o comportamento de outros políticos diante da mobilização popular. Segundo ele, parlamentares que tentaram se associar ao ato de forma oportunista foram rejeitados pelos próprios participantes.
“O povo não aceitou carteirada de ninguém. Quem chegava querendo fazer vídeo na frente foi colocado no lugar de servir”, disse.
Raio
Cerca de 89 manifestantes precisaram receber algum tipo de atendimento no local após serem atingidos por um raio no local final da “Caminhada pela Liberdade”, comandada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, 47 vítimas deram entrada nos hospitais de Brasília. Onze delas exigiram maiores cuidados médicos, de acordo com a avaliação da corporação.
O parlamentar classificou o episódio como um “livramento” e ressaltou que, apesar da força do fenômeno climático, não houve mortes. “Foi um milagre ninguém ter morrido, pois caiu um raio forte que ricocheteou nas pessoas”, declarou.

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