Investigação

Vorcaro e ex-presidente do BRB apresentam versões diferentes sobre papéis vendidos pelo Master

Em acareação, investigados divergiram sobre origem das carteiras de crédito. Sigilo foi derrubado pelo STF nesta quinta-feira (29/1)

STF retira sigilo de depoimentos do caso Master -  (crédito: Reprodução)
STF retira sigilo de depoimentos do caso Master - (crédito: Reprodução)

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa apresentaram versões diferentes sobre a origem das carteiras de crédito vendidas pela instituição ao banco público do Distrito Federal. Em acareação foi conduzida pela Polícia Federal, em 30 de dezembro. O sigilo dos depoimentos foi derrubado nesta quinta-feira (29/1) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. 

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Vorcaro afirmou que o BRB tinha conhecimento de que parte dos créditos não havia sido originada pelo Master, mas, sim, por outra empresa, a Tirreno, de forma genérica. Os papéis se revelaram desvalorizados em seguida. 

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“Chegamos a conversar por algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros, e não mais originação própria, especificamente”, disse. 

A delegada Janaína Pereira Lima Palazzo, então, perguntou se Vorcaro avisou que seriam carteiras originadas por terceiros.  Ele confirmou. 

“Sim, eu não me lembro a data específica, mas a gente chegou a conversar em algum momento que a gente teria essa comercialização desse novo tipo de carteira”. “O BRB sabia que aqueles créditos não eram do Master. Isso foi informado desde o início”, declarou. 

Paulo Henrique Costa, no entanto, negou a informação. Ele disse que entendeu que os  ativos tinham origem no próprio Master e que depois surgiram dúvidas sobre a origem das carteiras. 

“Em nenhum momento me foi dito que os créditos não eram do Master. Essa informação só apareceu depois, quando começaram os problemas”, disse. 

Toffoli retirou sigilo dos depoimentos de Daniel Vorcaro e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa no inquérito que investiga as supostas fraudes no Master. As oitivas foram realizadas em 30 de dezembro do ano passado pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, também foi ouvido. 

A Operação Compliance Zero da PF indica que o Banco de Brasília (BRB) realizou operações consideradas irregulares com o Master numa tentativa de dar fôlego à instituição, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março deste ano, mas o negócio acabou vetado pelo BC.

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postado em 29/01/2026 20:50 / atualizado em 29/01/2026 20:51
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