Caso Master

"Eu sequer conhecia a imagem dele", diz Haddad sobre Daniel Vorcaro

Ministro reconhece que sabia da existência de problemas no banco, mas sustenta que não houve diálogo da Fazenda com o Banco Central durante a gestão de Campos Neto

Haddad sobre o Master:
Haddad sobre o Master: "Eu sabia do problema do banco, tinha uma disputa de narrativa acontecendo" - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar sobre o caso que envolve o Banco Master e desta vez afirmou que não teve contato com o presidente da instituição, Daniel Vorcaro, antes que as investigações avançassem contra as irregularidades apontadas pela Receita e Polícia Federal. “Eu sequer conhecia a imagem dele (Vorcaro)”, disse o chefe da pasta, em entrevista a jornalista nesta quinta-feira (29/1).

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“Eu sabia do problema do banco, tinha uma disputa de narrativa acontecendo, alguns diziam que era uma grande instituição financeira que estava surgindo e que isso estava incomodando a concorrência e tudo mais, e outros dizendo: ‘olha, esse negócio não é sustentável, esse negócio vai estourar’. Então tinha, ao longo do tempo, uma disputa de narrativa”, reconheceu o ministro.

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Haddad afirmou, ainda, que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teria recebido um “abacaxi” da gestão do antecessor Roberto Campos Neto, que segundo ele já teria informações sobre as fraudes.

“Havia suspeitas graves de fraudes em carteiras, e quando você detecta uma fraude, que envolveu o Banco de Brasília, o BRB, aí não tem muito como manter no interior do Banco Central. O problema é que você não está falando de má gestão. Você está falando de crime”, acrescentou o ministro, que ainda relatou não ter havido comunicação entre BC e Fazenda durante a presidência de Campos Neto.

O chefe da pasta ainda comentou sobre o uso da Comissão parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para fins políticos, o que, para ele, seria benéfico apenas para o crime. “Na minha opinião você politizar o mal, no sentido da palavra, ela beneficia o criminoso. Se você quer a verdade, e aí não importa de que igreja a pessoa é, de que partido a pessoa é, você vai lá e pune. Não importa qual a filiação da pessoa”, disse, ainda, o ministro.

 

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postado em 29/01/2026 17:38 / atualizado em 29/01/2026 17:38
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