ACORDO

Acordo da União Europeia com o Mercosul teve 26 anos de negociações

Decisão dos embaixadores destrava assinatura do maior tratado comercial do bloco, apesar de resistências internas e protestos do setor agrícola

Os países da União Europeia avançaram nesta sexta-feira (9/1) na consolidação do acordo comercial com o Mercosul ao aprovarem, por maioria, o texto negociado entre os dois blocos. A decisão foi tomada em reunião de embaixadores dos 27 Estados-membros, em Bruxelas, e abre caminho para que o tratado seja formalmente assinado já na próxima semana, segundo a agência AFP.

O aval ocorreu mesmo diante da oposição da França e de outros países europeus, além das críticas de agricultores que temem impactos sobre a produção local. Ainda assim, o apoio prevaleceu após a inclusão de uma cláusula de salvaguarda que reforça o monitoramento das importações oriundas do Mercosul, mecanismo voltado a evitar desequilíbrios no mercado europeu.

A proposta de endurecer esse controle foi liderada pela Itália e resultou na redução do percentual de importações que aciona o alerta automático, de 8% para 5%. A medida foi decisiva para ampliar o respaldo político ao acordo dentro do bloco.

Os Estados-membros têm prazo até as 13h (horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito. Ainda com essa etapa concluída, o tratado ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu antes de começar a valer.

Considerado o maior acordo de livre-comércio já negociado pela União Europeia, o pacto encerra um processo iniciado há 26 anos entre a Comissão Europeia e os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

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