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Banco Master: pedidos de CPI para acompanhar investigações avançam no Congresso

Entre os assinantes do pedido está o senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado no Senado. Segundo ele, o escândalo é de "gravidade sem precedentes"

O escândalo do Banco Master deu engrenagem para que vários parlamentares assinassem o pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso e acompanhar os desdobramentos junto às investigações da Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU). A solicitação de CPMI no Congresso foi feita por meio de uma ação conjunta das deputadas Heloisa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS).

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Entre os assinantes do pedido está o senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado no Senado, que deu apoio ao documento nesta quinta-feira (15/1) e afirmou que o escândalo é de “gravidade sem precedentes”. Ele defende uma investigação profunda, técnica e independente por parte do Congresso Nacional.

“À medida em que as apurações avançam, nos deparamos com indícios cada vez mais contundentes de um esquema complexo, munido de tentáculos que já teriam alcançado as mais altas estruturas estatais, políticas e financeiras”, declarou Contarato. “O Parlamento não pode se omitir diante desses fatos.”

Autora do pedido, Heloisa Helena chegou se pronunciar nas redes sociais. Disse que “a petição pública de apoio ao Requerimento da CPMI do Banco Master já foi assinada por vários parlamentares”, mas não chegou a citar o número de senadores e deputados que estão apoiando a medida.

Paralelamente ao pedido, na Câmara, o deputado e ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg, disse que já alcançou o número necessário para a criação de uma CPI na Casa Baixa. 

“Alcançamos o número necessário de assinaturas para a criação da CPI do Banco Master, que também vai investigar as operações bilionárias envolvendo o BRB. [...] Estão sob apuração operações que somam cerca de R$ 12,2 bilhões, envolvendo carteiras de crédito de qualidade duvidosa e possíveis ativos sem lastro, que colocaram em risco recursos públicos do Distrito Federal”, disse o deputado. Segundo ele, cabe agora ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), dar segmento na tramitação da proposta.

“O Brasil precisa de respostas, o dinheiro público precisa ser protegido e a verdade precisa vir à tona”, finalizou o parlamentar.

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