O velório de Raul Jungmann, nesta segunda-feira (19/1), reuniu autoridades dos Três Poderes, militares e familiares no Campo da Esperança, na Asa Sul. Durante a cerimônia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que Jungmann “deixa um legado enorme, principalmente pela preocupação constante com o diálogo”. Mendes recordou que conheceu o ex-ministro no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando foi designado para conduzir negociações ligadas à reforma agrária, em um período marcado por conflitos no campo. “Era uma missão extremamente difícil, que exigia conversa permanente com todos os lados”, disse.
O ministro destacou ainda a atuação de Jungmann no Ministério da Defesa e na área de segurança pública. Segundo Mendes, o colega teve papel central em debates sobre a integração das forças e foi pioneiro ao defender um sistema único de segurança. Ao tratar do sistema prisional, lembrou que Jungmann costumava alertar que “os presídios hoje são home office do crime”.
Mendes também citou a participação do ex-ministro na intervenção federal no Rio de Janeiro e seu engajamento institucional após deixar cargos no Executivo. “Era um homem público por excelência, sempre voltado ao interesse coletivo”, afirmou, ao concluir que acompanhou Jungmann por décadas e manteve com ele uma relação de amizade e respeito.
*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes
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