ELEIÇÕES 2026

Eduardo Cunha anuncia candidatura à Câmara por MG e diz que estado é "estratégico"

Ex-presidente da Casa afirma que pretende recolocar Minas Gerais no centro do debate nacional e cita peso eleitoral e diversidade regional

Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, antes de ter o mandato cassado em meio a investigações da Operação Lava-Jato -  (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, antes de ter o mandato cassado em meio a investigações da Operação Lava-Jato - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou, pelas redes sociais, que pretende concorrer a uma vaga de deputado federal por Minas Gerais nas próximas eleições. Em publicação no Instagram, ele afirmou que o estado é a “síntese do Brasil”, por reunir diversidade econômica, social e geográfica e fazer fronteira com diferentes regiões do país.

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Segundo Cunha, a posição de Minas confere ao estado um papel estratégico no cenário político nacional. “O que acontece em Minas acontece no Brasil”, disse, ao destacar a proximidade com Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além das diferenças internas entre as regiões mineiras.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Cunha mencionou o desempenho eleitoral recente do estado, citando a disputa presidencial de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) por margem apertada, como exemplo do peso mineiro nas definições nacionais.

Ao comentar a política local, o ex-presidente da Câmara afirmou que Minas “tem um papel muito maior do que exerce hoje” e criticou a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), classificando o período como um “desastre”. Para ele, recolocar o estado no centro do debate nacional é uma decisão estratégica.

Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, antes de ter o mandato cassado em meio a investigações da Operação Lava-Jato. Em 2022, tentou retornar ao Legislativo ao disputar uma vaga por São Paulo, mas não foi eleito.

Condenado em 2017 pelo então juiz federal Sergio Moro por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Cunha recebeu pena de 15 anos e quatro meses de prisão. Em 2023, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou uma das condenações, por questões de competência, e determinou o envio do caso à Justiça Eleitoral.

 

 

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postado em 19/01/2026 12:28
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