O ministro Dia Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (21/1), que haja a reserva de salas e a disponibilização de servidores para que a Polícia Federal (PF) tome novos depoimentos relacionados ao caso, previstos para acontecer entre os dias 26 e 27, por meio de videoconferência e presencialmente no Supremo, de acordo com o planejamento da PF.
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Num primeiro momento, a polícia planejava ouvir novamente o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Branco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que já haviam sido ouvidos em uma acareação, mas a ideia foi deixada de lado, por enquanto. A decisão de Toffoli, ministro relator do caso, se deu após a PF agendar novas datas para realizar as oitivas no inquérito do caso, sob relatoria do magistrado e em sigilo.
O planejamento dos investigadores era o de ouvir os depoimentos na última semana de janeiro e na primeira de fevereiro, mas, por ordens do ministro, a PF precisou alterar seu cronograma. Isso porque o relator determinou que os depoimentos fossem tomados dentro do prédio do STF, em dois dias consecutivos.
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Serão ouvidos: Luiz Antônio Bull, ex-diretor do Master; Angelo Ribeiro, ex-diretor do Master; Alberto Felix de Oliveira, ex-superintendente de Tesouraria do Master; Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master; Dario Oswaldo Garcia, ex-diretor-executivo do BRB; Robério Cesar Mangueira, ex-superintendente do BRB; André Felipe de Oliveira, ex-diretor da Tirreno (empresa que vendeu carteiras de crédito ao Master); e Henrique Souza e Silva, que atuou na estruturação da Tirreno.
O magistrado determinou, ainda, a intimação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e que a Secretaria Judiciária do Supremo viabilize a realização das audiências de acordo com as datas determinadas pela PF.
De acordo com a polícia, o cronograma permite que as defesas tenham acesso prévio aos conteúdos da investigação em andamento, entre eles, os depoimentos colhidos em dezembro de 2025.
Toffoli também ordenou que a autoridade policial seja oficiada para que sejam feitos os envios dos links de acesso das audiências, que devem ser utilizados para intimar os advogados e seus clientes investigados. Segundo o ministro, os advogados já estão credenciados para terem acesso aos autos do processo.
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