O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou nesta quinta-feira (22/1) que o Congresso Nacional trabalhará para acelerar a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A declaração foi feita após reunião com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.
O encontro ocorreu em meio a um novo obstáculo no bloco europeu, após o Parlamento Europeu aceitar a judicialização do acordo firmado no último sábado (17). Segundo Trad, as dificuldades enfrentadas na Europa não devem interferir no andamento do processo legislativo nos países do Mercosul, especialmente no Brasil.
Para o senador, divergências são naturais em negociações multilaterais e não impedem que os países avancem internamente. “Dentro de um colegiado, a divergência é dinâmica e habitual. Esses contratempos vão precisar ser equacionados, mas não impedem que cada parte siga com a tramitação da forma mais célere possível, que é o que nós vamos buscar”, afirmou.
Trad destacou ainda que há compromisso das cúpulas do Legislativo para acelerar a análise do tema. Segundo ele, tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), concordam com a necessidade de dar agilidade à apreciação do acordo.
A embaixadora Marian Schuegraf ressaltou que o tratado alcançou o estágio mais avançado desde o início das negociações e afirmou que a União Europeia também atua para garantir rapidez no processo. “Tenho certeza de que esse acordo será um divisor de águas. É um ganha-ganha, que expressa nossa convicção conjunta de que a cooperação internacional e o multilateralismo são o melhor caminho”, declarou.
Saiba Mais
-
Flipar Jovem ganha R$ 133 mil em desafio científico com origami ‘super-resistente’
-
Flipar Mais de 130 anos após ‘desaparecimento’, espécie de sapo ressurge no Chile
-
Flipar Bangkok ganhará ponte-jardim para pedestres com praça suspensa e até mirante
-
Cidades DF Morre Mayra Cunha, jornalista e servidora do Senado, aos 49 anos
-
Flipar Val Kilmer não quis tratamento de câncer por causa de religião e morreu aos 65 anos
-
Flipar Quem diria: Brasil tem um dos vulcões mais antigos do mundo
