A Câmara dos Deputados colocou sob sigilo a lista de passageiros do voo da Força Aérea Brasileira que transportou o presidente da Casa, Hugo Motta, para passar o réveillon em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. As informações foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo.
Segundo a coluna, Motta solicitou um jatinho da FAB que decolou de João Pessoa na manhã de 26 de dezembro e pousou no aeroporto Santos Dumont no início da tarde. Ao todo, 11 passageiros estavam a bordo da aeronave.
Ainda de acordo com o relato, Motta e aliados passaram o fim de ano em um condomínio de luxo no bairro do Frade, em Angra dos Reis, onde o presidente da Câmara se hospedou em uma casa alugada. O local oferece acesso a cachoeira por meio de uma trilha interna do próprio condomínio, frequentada pelo grupo durante a estadia.
A coluna solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a relação completa dos passageiros que viajaram no voo. Em resposta, a Câmara alegou que o uso das aeronaves ocorre por razões de segurança institucional, o que “impõe a necessidade de classificação sigilosa das informações”.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Em dezembro, a Casa já havia adotado a mesma medida ao negar a divulgação da lista de passageiros de outro voo da FAB, que levou Motta e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para a primeira edição latino-americana do fórum jurídico informal conhecido como “Gilmarpalooza”, realizado em Buenos Aires.
Diante da negativa, o Tribunal de Contas da União abriu processo para apurar a legalidade do sigilo. O subprocurador-geral Lucas Furtado apresentou representação para que a Câmara fosse obrigada a informar a lista completa de passageiros. Mesmo assim, segundo a coluna, a presidência da Casa manteve a decisão de não divulgar os dados.
A legislação permite que autoridades aleguem razões de segurança para requisitar aeronaves da FAB, inclusive em deslocamentos pessoais. A prática, porém, é alvo de questionamentos éticos, sobretudo pelo uso de recursos públicos em situações que não envolvem compromissos oficiais.
Saiba Mais
-
Política Caso Master: em meio às críticas, Toffoli festeja vitórias
-
Política Análise: com 4 indicações ao Oscar, O Agente Secreto lava a alma do Brasil real
-
Cidades DF MPDFT pede condenação por morte em ritual com uso de Ayahuasca
-
Economia MBL protesta em frente à sede do Banco Master e defende afastamento de Toffoli do caso
-
Cidades DF Agências do trabalhador do DF oferecem 573 vagas nesta sexta (23)
-
Ciência e Saúde De risos a alucinações! Conheça os fenômenos "peri-orgásmicos" durante o sexo
