O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), elogiou a mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rumo a Brasília, mas afirmou que não poderá participar da caminhada por compromissos partidários já agendados. A declaração foi dada em entrevista à rádio Clube FM, de Santo Ângelo (RS), no programa Entre visões, na manhã desta sexta-feira (23/1).
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Questionado sobre a sua participação na manifestação, Zema afirmou que tem apreço pela atuação do parlamentar mineiro, mas que sua agenda impede a presença no ato. “Gosto muito do trabalho que o Nikolas faz. Estamos sempre trocando ideias e queremos o mesmo, um Brasil mais transparente, mais justo, sem esses escândalos e sem essas perseguições”, disse o governador, ao explicar que estará em Recife (PE) no domingo, em compromissos previamente marcados com integrantes de seu partido.
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A caminhada integra a mobilização organizada por Nikolas Ferreira, que percorre mais de 200 quilômetros rumo a Brasília, em um ato que o deputado e seus apoiadores classificam como simbólico e pacífico. O movimento tem reunido aliados políticos e influenciadores alinhados ao campo bolsonarista ao longo do trajeto.
Durante a entrevista, Zema também voltou a criticar decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e classificou como desproporcional a condenação dos manifestantes. “Temos hoje bandidos perigosos, corruptos que tiraram bilhões dos cofres públicos andando na rua e uma mulher que sujou de batom um monumento público condenada a 15 anos de prisão”, disparou, se referindo a pena imposta a Débora Rodrigues dos Santos, cabeleireira que pichou a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e se tornou símbolo das manifestações bolsonaristas.
Anistia
Zema também comentou a possibilidade de conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, e aos condenados pelos atos antidemocráticos, caso venha a ser eleito presidente da República.
“Imediatamente. O Brasil precisa resolver essa questão. Nós não vamos para o futuro enquanto não resolvermos o passado”, declarou. Segundo ele, a anistia seria uma das primeiras medidas de um eventual governo, como forma de pacificar o país e encerrar o que considera um ciclo de injustiças.
