O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli nesta segunda-feira (26/1), em meio às críticas sobre a condução do processo relacionado ao Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Gilmar destacou que a trajetória de Toffoli na Corte é marcada pelo compromisso com a Constituição e com as garantias do Estado de Direito.
Segundo Mendes, a atuação do colega respeita os parâmetros do devido processo legal e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou regular sua permanência na relatoria do caso. O ministro acrescentou que a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são fundamentais para manter a confiança da sociedade no Judiciário.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
A manifestação ocorre em meio à repercussão de suspeitas de possível conflito de interesses envolvendo Toffoli. Em entrevista para o Estadão, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, evitou comentar condutas individuais de colegas, incluindo a atuação de Toffoli no processo que investiga o banco.
Na mesma entrevista, Fachin voltou a defender a criação de um código de ética para as cortes superiores. De acordo com ele, o debate ganhou força após as controvérsias recentes e pode servir como mecanismo de autorregulação do Judiciário. O presidente do STF afirmou que, sem esse movimento interno, pode haver pressão por limitações externas, e disse haver maioria favorável à adoção de regras de conduta.
- Leia também: Fachin participa de evento na Costa Rica enquanto STF enfrenta pressão por inquérito sigiloso
Na semana passada, Fachin já havia divulgado nota pública em defesa da Corte diante das críticas. No texto, afirmou que eventuais vícios ou irregularidades apontados seriam analisados nos termos regimentais e processuais e declarou que Toffoli vem exercendo “regular supervisão judicial” no caso.
As discussões sobre a possível suspeição de Toffoli também são tratadas com cautela na cúpula da PGR. Integrantes do órgão avaliam que pedidos desse tipo dificilmente prosperam no STF e que experiências semelhantes no passado tiveram efeitos considerados negativos. A posição é de que qualquer medida formal só deve ocorrer diante de provas nos autos, e não apenas com base em informações divulgadas pela imprensa.
Saiba Mais
-
Flipar Esses são bons motivos para incluir mamão na dieta
-
Flipar Os personagens mais ricos das histórias em quadrinhos
-
Mundo Conselho de Paz de Trump pode ofuscar uma ONU em dificuldades?
-
Turismo Dois refúgios ecológicos de luxo em Minas Gerais entram na lista do PlanetaEXO para 2026
-
Flipar Curiosidades de Pedrinhas Paulista que explicam o apelido de “Roma brasileira”
-
Flipar ‘Sem querer’, mergulhadores encontram navio naufragado do século 19 em lago do Canadá
