Judiciário

Fachin participa de evento na Costa Rica enquanto STF enfrenta pressão por inquérito sigiloso

Presidente do Supremo retoma agenda internacional em meio a repercussões de investigação na Corte

Ministro Edson Fachin está em San José, na Costa Rica, onde participa da abertura do ano judicial da Corte Interamericana de Direitos Humanos 

 -  (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
Ministro Edson Fachin está em San José, na Costa Rica, onde participa da abertura do ano judicial da Corte Interamericana de Direitos Humanos - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cumpre agenda oficial nesta segunda-feira (26/1) em San José, na Costa Rica, onde participa da abertura do ano judicial da Corte Interamericana de Direitos Humanos e da cerimônia de posse da nova junta diretiva do tribunal internacional.

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Fachin será o orador principal de uma conferência cujo tema é “O enfraquecimento do Estado de Direito democrático como fator de violação de direitos humanos”. Durante o evento, também está prevista a assinatura de um termo de compromisso voltado à ampliação da cooperação institucional entre o STF e a Corte Interamericana.

A programação inclui ainda uma mesa de diálogo com presidentes de tribunais constitucionais da América Latina, além de encontros bilaterais. O ministro deve se reunir com o presidente da Corte Suprema de Justiça da Costa Rica, Orlando Aguirre Gómez, e com a presidente do Tribunal Eleitoral costarriquenho, Eugenia Zamora Chavarría.

A viagem ocorre poucos dias após Fachin ter cancelado parte das férias e antecipado o retorno a Brasília. A decisão foi tomada em meio ao desgaste na imagem do STF provocado por desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. A interlocutores, o ministro avaliou que o momento exigia sua presença na capital.

O inquérito, que tramita sob sigilo, está sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Medidas adotadas no âmbito da investigação vêm gerando críticas tanto dentro quanto fora do Supremo, inclusive entre integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Também hoje começam os depoimentos ligados ao caso. Parte das oitivas será realizada presencialmente no STF, enquanto outras ocorrerão por videoconferência. Ao todo, oito executivos devem ser ouvidos no decorrer da fase inicial das apurações.

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postado em 26/01/2026 12:03
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