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'Falou do escândalo do Master, mas não mencionou o pastor da sua igreja', diz Amoêdo

Ex-presidente do Novo critica Nikolas Ferreira pela caminhada e afirma que os manifestantes serviram apenas de "figurantes gratuitos" para os vídeos do deputado

Ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo criticou, nesta segunda-feira (26/1), a manifestação “Acorda Brasil”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para o político, o parlamentar “repetiu o padrão bolsonarista”, ao defender condenados pela Justiça por tentativa de golpe.

“[Ele] Falou do escândalo do Master, mas não mencionou o pastor da sua igreja envolvido com o caso [André Valadão]. Pediu a saída do ministro Alexandre de Moraes, mas “se esqueceu” de citar [Dias] Toffoli. Afirmou estar lá para lutar contra o sistema, com o apoio de Valdemar Costa Neto, o político que melhor representa o sistema”, disparou Amoêdo.

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Segundo o ex-presidente do Novo, Nikolas conduziu "o ato como alguém abençoado, um enviado de Deus” e os manifestantes serviram apenas de “figurantes gratuitos para os vídeos do deputado e outra dúzia de políticos, que serão utilizados nas campanhas de 2026".

“Tudo em nome da 'liberdade', que, segundo a sua narrativa, não existe mais no Brasil, apesar de a passeata e os seus atos provarem exatamente o contrário. Os participantes, ao final do evento, voltaram para casa encharcados pela chuva, alguns ainda no hospital por conta de um raio, mas com a sensação de dever cumprido. Sentiram-se como protagonistas na defesa da nossa pátria. Ledo engano”, pontuou, ao acrescentar que Nikolas retorna para as suas férias, com a reeleição garantida, sem que seja preciso apresentar nenhum projeto ou medida que melhore a vida do brasileiro. 

“Bastou olhar para o alto e agradecer a Deus. Valdemar fica feliz com a garantia de que muitos deputados do PL serão reeleitos e, com isso, manterá mais de R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Eleitoral. Os participantes, por sua vez, acordaram hoje com os mesmos problemas que tinham antes da caminhada. Iniciam a semana trabalhando para pagar os salários de Nikolas, dos seus assessores, os rombos do banco Master e todas as mordomias do Congresso, do Executivo e do Legislativo [...]”, finalizou Amoêdo.







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