O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) louvou a coragem de uma das vítimas do raio que atingiu a manifestação convocada por ele em Brasília no domingo (25/1).
Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, foi uma das 89 pessoas atingidas pelo raio. Ela desmaiou, mas não demorou para retomar a consciência. Em entrevista à Folha de S. Paulo, porém, não mostrou preocupação com o acidente. “Se eu tivesse morrido, não teria problema, a causa é justa”, disse.
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Em post nas redes sociais, Nikolas afirmou que “jamais vai esquecer” de Lúcia. “O que essa mulher disse escancara uma verdade que muita gente foge: a vida não vale nada quando é vivida sem sentido. Quem acha exagero é porque já trocou a própria consciência pelo conforto”, afirmou.
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O parlamentar mostrou admiração pela postura combativa da mulher, que disse não temer sequer a morte para defender seu posicionamento.
“Ela não está flertando com a morte — está rejeitando a ideia de viver como um animal domesticado, cuja única virtude é continuar respirando. Quando alguém entende que há causas mais altas que o próprio medo, essa pessoa já deixou de ser massa e voltou a ser indivíduo”, escreveu Nikolas.
“O desespero do nosso tempo não é o risco, é a covardia travestida de prudência. E a fala dela lembra algo simples e incômodo: quando a consciência desperta, o corpo deixa de ser o centro do mundo. Isso é o que assusta tanto”, completou.
Raio em manifestação
Pouco antes do deputado completar a caminhada de 250 km de Paracatu (MG) a Brasília, uma tempestade atingia a capital federal, e um raio caiu na concentração de manifestantes que aguardavam no fim do percurso, na Praça do Cruzeiro.
89 pessoas foram atingidas, e 47 foram levadas a unidades de pronto-atendimento. Oito pessoas chegaram a ficar em estado grave.
