CÂMARA DOS DEPUTADOS

Oposição protocola pedido de CPMI do Banco Master com 280 assinaturas

O pedido foi encabeçado pelo vice-líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ), que esclareceu que das 280 assinaturas, 238 são de deputados e 42 de senadores

O pedido foi encabeçado pelo vice-líder da oposição Carlos Jordy (PL-RJ), que esclareceu que das 280 assinaturas, 238 são de deputados e 42 de senadores.
 -  (crédito: Foto: Liderança do PL na Câmara.)
O pedido foi encabeçado pelo vice-líder da oposição Carlos Jordy (PL-RJ), que esclareceu que das 280 assinaturas, 238 são de deputados e 42 de senadores. - (crédito: Foto: Liderança do PL na Câmara.)

A oposição ao governo na Câmara dos Deputados protocolou nesta terça-feira (3/2) o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) para investigar as suspeitas de fraudes financeiras bilionárias do Banco Master. Ao todo 280 parlamentares apoiaram a propositura, sendo 238 deputados e 42 senadores.

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O pedido de CPMI foi encabeçado pelo vice-líder da oposição na Casa Legislativa, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que antecipou ao Correio que, entre os primeiros nomes que o colegiado deve convocar,  serão os de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, ambos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

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“Além destes o próprio [Daniel] Vorcaro, mas eu acho que pelo fato dele ser investigado, possivelmente haverá um habeas corpus para que ele possa ficar em silêncio. Mas existem muitas pessoas, como o próprio [Ricardo] Lewandowski e outras que tiveram muitas relações com o Vorcaro. Nós vamos apurar, levantar para fazer essas investigações”, disse o parlamentar.

O deputado ainda pontuou que a prioridade é que o presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), leia o pedido da CPMI, por entender que pode haver resistência do Parlamento para que a proposta avance.

“Nós sabemos que haverá uma resistência porque tem muita gente da classe política que está envolvida, existe muita gente poderosa, inclusive membros do STF. Então haverá uma pressão para que não a instalação não ocorra, e eu tenho ouvido muito burburinho”, esclareceu o deputado, que também disse que um dos fatores que podem ser usados para embarreirar a comissão é o calendário eleitoral, pelo fato do ano ser “muito curto” no Legislativo.

“Mesmo com esses entraves que podem ser justificados, o regimento deve ser cumprido e a CPMI deve instalada de forma automática”, pontuou Jordy.

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Por Wal Lima
postado em 03/02/2026 19:09
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