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Após acusação de importunação sexual de ministro, STJ marca sessão fechada

Ministro Marco Buzzi foi acusado de agarrar uma jovem de 18 anos na praia. Caso tramita sob sigilo no CNJ

<p>A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) feita em 2024 e representa uma mudança importante no marco regulatório.</p>
 -  (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) feita em 2024 e representa uma mudança importante no marco regulatório.

- (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) convocou, para às 18h desta quarta-feira (4/2), uma sessão plenária com os integrantes da Corte. O encontro foi marcado de última hora, e não haverá transmissão on-line nem acesso ao público. A audiência foi agendada para discutir "assuntos institucionais", mas a expectativa é que falem sobre o caso do ministro Marco Buzzi, de 68 anos, que passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.

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A convocação para a sessão foi criada no sistema do tribunal às 15h15 e enviada aos gabinetes às 16h39. O caso foi revelado pelo site da revista Veja e confirmado pelo Correio. As investigações tramitam em sigilo e o caso deve ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por se tratar de um acusado com foro privilegiado. O inquérito também foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

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A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. A jovem e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC). Ela relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação dele e foi agarrada — e tentou se desvencilhar ao menos duas vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. Quando conseguiu se soltar, ela pediu ajuda aos pais.

Por meio de nota, o magistrado negou a acusação. "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz o comunicado. 

O CNJ também se manifestou e ressaltou que o caso está  tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. 

“Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo", diz a Corte. 


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postado em 04/02/2026 18:25 / atualizado em 04/02/2026 18:54
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