Eleições 2026

Edinho Silva diz que Alckmin tem liberdade para "disputar o cargo que quiser"

Presidente do PT afirmou que vice-presidente é unanimidade no partido. Também falou que Haddad reúne requisitos para disputar qualquer cargo no país

Geraldo Alckmin, que era filiado ao PSDB há mais de 30 anos, mudou de partido em 2022 para poder compor a chapa do PT -  (crédito: Júlio César Silva/MDIC)
Geraldo Alckmin, que era filiado ao PSDB há mais de 30 anos, mudou de partido em 2022 para poder compor a chapa do PT - (crédito: Júlio César Silva/MDIC)

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (10/2) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) terá liberdade para definir qual cargo pretende disputar nas eleições de 2026. A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa no Salão Verde, da Câmara dos Deputados.

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Edinho participou de uma sessão solene, em Brasília, em homenagem aos 46 anos do partido. Segundo ele, a continuidade do projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa pela manutenção de importantes alianças, como a do vice-presidente da República.

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“O vice-presidente Geraldo Alckmin é muito respeitado por todos nós. Em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Foi uma manifestação de carinho muito grande”, comentou Edinho, ressaltando que o PT respeitará qualquer decisão de Alckmin. “Eu tenho dito e vou repetir: o vice-presidente Geraldo Alckmin disputará o cargo que ele quiser nas eleições de 26, e nós o respeitaremos”, reafirmou.

Edinho disse ainda que para o país continuar sendo pautado pela democracia, é preciso votar em Lula. “Para que o Brasil continue reconstruindo suas políticas de governo e de Estado e sendo respeitado internacionalmente, a reeleição do presidente Lula é fundamental”, declarou.

Ele acrescentou que é “natural” que o PT procure os partidos da base para discutir a continuidade da coalizão. “Isso é próprio da construção da nossa política de alianças”. Geraldo Alckmin, que era filiado ao PSDB há mais de 30 anos, mudou de partido em 2022 para poder compor a chapa de Lula.

Sobre a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Edinho voltou a declarar que ele reúne condições políticas para disputar qualquer cargo eletivo no país, com destaque para o cenário paulista. “Como ele (Haddad) é de São Paulo, é evidente que, quando se discute o palanque de São Paulo, o nome dele é lembrado com muita força”, afirmou.

No entanto, o presidente do PT ressaltou que a decisão cabe ao próprio ministro. “Ninguém é candidato se não tiver vontade de ser, se não estiver convencido da missão. Nós estamos dialogando muito com o ministro Fernando Haddad para que ele avalie o que representa a eleição de 26 e faça a opção que achar melhor. E nós vamos respeitar essa decisão, porque ele é uma liderança fundamental para a construção do nosso projeto de Brasil.”

Sobre a articulação nos estados, Edinho destacou que o partido trabalha para montar um palanque competitivo em Minas Gerais, com diálogo aberto com o senador Rodrigo Pacheco. “Nós queremos um palanque forte em Minas. O Rodrigo Pacheco é uma grande liderança, uma das lideranças em ascensão no Brasil. Um palanque liderado por ele seria muito importante para nós, mas depende da decisão dele”, afirmou, acrescentando que o PT também conversa com outras lideranças do estado.

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postado em 10/02/2026 17:18 / atualizado em 10/02/2026 17:19
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