
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira (12/2) que os principais casos de corrupção revelados durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram início em períodos anteriores. Segundo ele, as apurações em curso são resultado do fortalecimento dos mecanismos de controle e investigação do Estado.
Durante participação no programa Bom dia, Ministro, da EBC, o CGU citou investigações envolvendo o Banco Master, fraudes bilionárias em descontos irregulares nos contracheques de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e esquemas ligados ao crime organizado. De acordo com Carvalho, nenhum desses episódios teve início recente.
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“O caso do Banco Master começou agora? O caso do INSS começou agora? O caso da Carbono Oculto começou agora? São todos casos que começaram lá atrás”, afirmou o ministro, ao questionar a interpretação de indicadores que apontam piora na percepção da corrupção no país.
Para explicar o argumento, Carvalho recorreu a uma analogia. Disse que cidades pequenas, sem equipamentos como ressonância magnética, tendem a registrar menos diagnósticos de câncer não porque a doença não exista, mas porque não há meios para detectá-la. Segundo ele, o mesmo raciocínio vale para a corrupção: quanto maior a capacidade de investigação, mais casos vêm à tona.
Na avaliação do ministro, a divulgação de escândalos não indica necessariamente aumento da corrupção, mas maior eficiência das instituições de controle. “Se o índice detecta uma percepção pior por causa de casos descobertos, então esse índice precisa ser discutido”, disse.
Carvalho também comparou a postura do atual governo com a da gestão anterior. Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que há diferença entre um governo que “politiza” o tema da corrupção e outro que permite a atuação técnica dos órgãos de fiscalização.
“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula, e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que falava de corrupção todos os dias e não enfrentava o problema”, concluiu o ministro.

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Economia