Planalto

Lula recebe Gonet para discutir investigações contra bancos e bets

Segundo interlocutores, encontro não tratou da possível suspeição de Toffoli no caso Master. PGR analisa pedido enviado pela PF, que encontrou menções ao juiz em mensagens de investigados

Segundo interlocutores, Lula e Gonet defenderam que as investigações ocorram com rigor e critérios técnicos -  (crédito: Ricardo Stuckert / PR)
Segundo interlocutores, Lula e Gonet defenderam que as investigações ocorram com rigor e critérios técnicos - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta quinta-feira (12/2) o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para discutir as investigações em andamento envolvendo bancos e empresas de bets. O encontro, inicialmente, ocorreu fora da agenda oficial, por volta das 10h.

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Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula vem demonstrando preocupação com a gravidade dos casos em andamento. O principal envolve o Banco Master, acusado de promover uma fraude bilionária.

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Na conversa, tanto Lula quanto Gonet defenderam a necessidade de as investigações serem conduzidas com rigor e critérios técnicos. A conversa durou cerca de meia hora.

Interlocutores negaram ainda que a conversa tenha tratado sobre as revelações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que admitiu ser sócio de empresa ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro, e que teve o nome citado em mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) nas investigações.

Lula e Gonet se encontraram durante a solenidade da abertura do ano judiciário, no STF, no dia 2 de fevereiro. Na ocasião, conversaram brevemente e combinaram a realização de mais reuniões para tratar de assuntos jurídicos.

PGR analisa suspeição

Apesar da negativa de que o tema teria sido tratado entre os dois, a PGR analisa ao menos três pedidos de suspeição de Toffoli no caso Master, que ele relata.

Um deles vem de relatório da própria PF, apontando que o magistrado não pode atuar no caso justamente por ser citado nas investigações. O pedido foi enviado à PGR hoje pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Outros pedidos foram apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-CE)

Toffoli, por sua vez, negou a possibilidade de se declarar suspeito, e disse que o relatório da PF contém “ilações”. 

O ministro admitiu ser sócio de uma empresa familiar que vendeu sua participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Toffoli nega qualquer tipo de amizade com o banqueiro e com Zettel, e diz não ter recebido nenhuma quantia dos dois. 

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postado em 12/02/2026 18:13
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