Caso Master

Novo pede impeachment de Toffoli e suspeição do ministro na relatoria do Master

Uma das motivações para os pedidos, segundo o líder da legenda na Câmara, Marcel van Hattem (Novo-RS), foi a descoberta de mensagens do ministro no celular de Vorcaro. "O STF precisa de um freio", afirmou

Eduardo Girão (Novo-CE) entre Damares Alves (Republicanos-DF) e Marcel van Hattem (Novo-RS), durante coletiva de imprensa -  (crédito: Letícia Corrêa/CB/DA.Press)
Eduardo Girão (Novo-CE) entre Damares Alves (Republicanos-DF) e Marcel van Hattem (Novo-RS), durante coletiva de imprensa - (crédito: Letícia Corrêa/CB/DA.Press)

O partido Novo vai solicitar novamente, nesta quinta-feira (12/2), o impeachment e suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Os pedidos surgem do pedido de suspeição do ministro, feito pela Polícia Federal, com a descoberta de mensagens entre Toffoli e  Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O impeachment será encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e a suspeição, à Procuradoria Geral da República (PGR)

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A legenda acusa o ministro de ser suspeito de atuar em casos que envolvem o Banco Master, por trocas de mensagens com o dono do banco e por ser sócio da Maridt, empresa que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. 

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Além disso, o líder do partido Novo na Câmara dos Deputados, deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), citou diversas decisões do ministro do STF que prejudicariam investigações em curso, como imposição de sigilo absoluto em processos, retirada do acesso da CPMI do INSS a documentos fundamentais sobre o Banco Master, bloqueio de acesso da Polícia Federal às provas do inquérito e a requisição para que todos os celulares apreendidos, incluindo o de Vorcaro, fossem enviados diretamente ao gabinete do ministro e uma escolha pessoal de peritos para o caso.   

Van Hattem declarou que as solicitações, que serão enviadas nesta tarde, têm o apoio de lideranças no Congresso e de outros parlamentares. Foram citados os nomes do líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), do líder da minoria na Câmara, Gustavo Gayer (PL- GO), do líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do senador Magno Malta (PL-ES).

“O Supremo Tribunal precisa de um freio, não podemos deixar de falar do caso do ministro Alexandre de Moraes, cuja esposa mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master e que também precisa ser devidamente investigada. E por isso requisitamos à CPMI do INSS a convocação da senhora Viviane Barci de Moraes para que dê explicações”, concluiu.  

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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LC
postado em 12/02/2026 14:27 / atualizado em 12/02/2026 14:28
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