CONGRESSO

DF tem uma deputada entre os 29 que votaram contra o vale-gás

A iniciativa substitui o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada direta de botijões nos revendedores credenciados e é voltada a famílias de baixa renda

A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira (2/2), o texto-base da medida provisória que institui o programa Gás do Povo. A iniciativa substitui o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada direta de botijões nos revendedores credenciados e é voltada a famílias de baixa renda. Aprovada por 415 deputados federais, 29 votaram contra. O texto segue agora para o Senado.

A lista conta com uma deputada do DF: Bia Kicis, do PL. A deputada não se posicionou sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

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Em Minas, são três: Eros Biondini (PL), Junio Amaral (PL) e Nikolas Ferreira (PL). O deputado Lincoln Portela (PL) optou pela abstenção e os demais deputados mineiros, representantes do PSDB, PP, PT, Avante, União, PSD, PDT, Republicanos, MDB, Podemos, Solidariedade e outros do Partido Liberal votaram a favor da medida.

Nas demais unidades da Federação, um votou contra em Roraima, outro no Rio Grande do Norte, três no Rio de Janeiro, dois no Mato Grosso do Sul, um no Paraná, seis em Santa Catarina e quatro no Rio Grande do Sul. São Paulo foi o estado com mais votos contra: sete deputados disseram “não” à proposta. 

Veja os nomes dos deputados que votaram contra:

  • Nicoletti (União-RR)

  • Sargento Gonçalves (PL-RN)

  • Eros Biondini (PL-MG)

  • Junio Amaral (PL-MG)

  • Nikolas Ferreira (PL-MG)

  • Carlos Jordy (PL-RJ)

  • Chris Tonietto (PL-RJ)

  • Luiz Lima (Novo-RJ)

  • Adriana Ventura (Novo-SP)

  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

  • Guilherme Derrite (PP-SP)

  • Kim Kataguiri (União-SP)

  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)

  • Mario Frias (PL-SP)

  • Ricardo Salles (Novo-SP)

  • Bia Kicis (PL-DF)

  • Marcos Pollon(PL-MS)

  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)

  • Tião Medeiros (PP-PR)

  • Daniel Freitas (PL-SC)

  • Geovania de Sá (PSDB-SC)

  • Gilson Marques (Novo-SC)

  • Julia Zanatta (PL-SC) 

  • Ricardo Guidi (PL-SC)

  • Zé Trovão (PL-SC)

  • Bibo Nunes (PL-RS)

  • Marcel van Hattem (Novo-RS)

  • Mauricio Marcon (PL-RS)

  • Sanderson (PL-RS)

O auxílio

A proposta foi uma das vitrines eleitorais da gestão Luiz Inácio Lula da Silva e foi uma vitória para o governo na primeira sessão deliberativa do ano.

Até dezembro de 2025, os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão de gás na região onde moram. Com a mudança, passam a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes, que receberão o pagamento em até sete dias úteis, conforme o texto aprovado.

Podem receber o botijão as famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo. O atendimento priorizará os beneficiários do Bolsa Família. Enquanto o acesso ao botijão gratuito não for universalizado, o repasse em dinheiro continuará sendo feito.

Um levantamento do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que a adesão nas capitais está em 35%, em média. Nas cidades incluídas na primeira fase do programa, a entidade calcula que 52% das revendas estejam cadastradas. Nas 17 que começaram em 26 de janeiro, a adesão está entre 25% e 30%.

O parecer aprovado pela Câmara nessa segunda-feira (2/2) amplia o alcance do programa ao prever a instalação de biodigestores e outros meios de cocção com baixa emissão de carbono. Relator da MP na comissão mista, o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) afirma que a medida busca atender áreas rurais onde o acesso ao botijão é limitado.

Além disso, o texto inclui as cozinhas solidárias e comunitárias entre os beneficiários da iniciativa. De acordo com o relatório, esses espaços poderão receber recursos do Ministério de Minas e Energia, de estados e municípios, ou ainda de valores provenientes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) relacionados a infrações ambientais.

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