Congresso

CPI do Crime Organizado cancela oitiva de Ibaneis e presidente anuncia convocação

Governador do DF não comparece ao Senado; Fabiano Contarato diz que apresentará requerimento para obrigar presença do chefe do Executivo local

o governador informou previamente que não poderia comparecer e indicou o secretário Sandro Avelar para representá-lo -  (crédito:  Lucio Bernardo Jr/ Ag..ncia Bras..lia)
o governador informou previamente que não poderia comparecer e indicou o secretário Sandro Avelar para representá-lo - (crédito: Lucio Bernardo Jr/ Ag..ncia Bras..lia)

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que ouviria o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi cancelada na manhã desta terça-feira (3/2). A oitiva fazia parte da estratégia do colegiado de escutar gestores estaduais responsáveis pela formulação e execução de políticas de segurança pública.

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O convite para a participação de Ibaneis havia sido apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), o governador informou previamente que não poderia comparecer e indicou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para representá-lo.

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No entanto, quem esteve no Senado foi o secretário-executivo da Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury. Diante da ausência do titular da pasta e do próprio governador, Contarato decidiu cancelar a reunião e anunciou que apresentará um requerimento para convocar Ibaneis Rocha, o que torna a presença obrigatória.

De acordo com Alessandro Vieira, a participação do governador é considerada relevante para discutir o enfrentamento ao crime organizado a partir da realidade do Distrito Federal. Entre os temas de interesse da CPI estão o combate à lavagem de dinheiro, a descapitalização de facções criminosas e a prevenção da infiltração dessas organizações em setores da economia e do Estado.

O relator também destaca a posição estratégica de Brasília como sede dos Poderes da República, o que, na avaliação da comissão, exige atenção especial quanto à atuação de redes criminosas e aos mecanismos de proteção institucional e de inteligência.

Instalada para investigar a estrutura, o funcionamento e as redes de influência do crime organizado no país, a CPI busca identificar os principais entraves ao combate às facções e mapear políticas públicas e estratégias que têm apresentado melhores resultados. Ao fim dos trabalhos, os senadores pretendem propor medidas legislativas e ações de alcance nacional voltadas ao fortalecimento da segurança pública.

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postado em 03/02/2026 09:54 / atualizado em 03/02/2026 09:56
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