
A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta envolvendo o Banco de Brasília (BRB), em apuração relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master, anunciada em março do ano passado. A abertura da investigação foi comunicada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso tramita sob sigilo. O inquérito foi formalmente iniciado na última sexta-feira (30/1).
Apesar da apuração, o BRB não é alvo de questionamentos sobre sua saúde financeira. Segundo fontes próximas ao caso, o banco apresenta balanço e níveis de liquidez considerados sólidos. A investigação se concentra em operações específicas realizadas durante a gestão anterior, que agora passam por revisão interna e também por análise das autoridades.
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Entre os pontos sob suspeita estão transações que teriam sido estruturadas para contornar regras de transparência sobre a titularidade de ações. Há indícios de que limites de participação acionária por um mesmo grupo econômico teriam sido ultrapassados de forma indireta ou dissimulada. Essas movimentações levantaram alertas sobre possível ocultação de controle societário.
O nome de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece nas apurações como possível envolvido em parte das operações analisadas. A PF busca esclarecer se houve atuação deliberada para burlar exigências regulatórias e se eventuais irregularidades tiveram impacto nas negociações entre as instituições financeiras.
O BRB deverá apresentar em março seu próximo balanço, que deve trazer informações mais detalhadas sobre os efeitos financeiros das negociações envolvendo carteiras consideradas problemáticas do Master. Esses dados são aguardados tanto pelo mercado quanto pelos investigadores, que avaliam a dimensão de eventuais prejuízos decorrentes das operações sob suspeita.

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