
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (3/2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera “zerar” o tarifaço em viagem a Washington, no próximo mês.
De acordo com Alckmin, apesar de haver avanços importantes na redução das tarifas, grande parte da indústria ainda está sujeita a uma taxa de 50%.
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“A expectativa é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço. Reduziu, e hoje está em 22%”, disse Alckmin em entrevista à TV Globo.
“Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, acrescentou o vice-presidente, um dos principais negociadores das tarifas com o governo norte-americano.
O presidente Lula confirmou que irá a Washington em março para uma reunião com o presidente Donald Trump. Além das tarifas, deve tratar também sobre a situação na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por tropas norte-americanas, em Caracas.
Foco na indústria
Na entrevista, Alckmin citou ainda que os produtos agropecuários, até o momento, foram os principais beneficiados pela redução nas tarifas.
Trump impôs, inicialmente, uma tarifa de 10% a um grande número de países, como parte do tarifaço no ano passado. Porém, acrescentou uma sobretaxa de 40% sobre o Brasil sob a justificativa de que haveria uma suposta perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após meses de negociações, produtos como o café, laranja, carne bovina e aeronaves foram isentos das taxas.
“Muita coisa saiu. A ideia agora é focar bastante em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, frisou Alckmin.

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