A senadora Tereza Cristina (PP-MS) tornou pública uma reação direta ao posicionamento da cúpula partidária após a Federação União Progressista divulgar nota de apoio ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a parlamentar, a manifestação institucional não passou pela bancada do Senado e, portanto, não reflete o entendimento dos senadores da legenda.
Em publicação nas redes sociais, a ex-ministra da Agricultura afirmou que a posição foi tomada sem debate prévio. O esclarecimento foi subscrito por outros integrantes do Progressistas na Casa — Hiran Gonçalves, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti — e destaca que a nota “não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”.
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O episódio ocorre em meio à repercussão de investigações que mencionaram Toffoli em conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, no curso de apurações da Polícia Federal. Diante da exposição, o ministro reconheceu ter participação em empresa que negociou participação em um resort com parente do banqueiro e decidiu deixar a relatoria do processo.
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Antes da manifestação da senadora, a federação formada por União Brasil e Progressistas havia divulgado texto expressando “confiança” no magistrado e criticando o que chamou de narrativas contra ele. A nota foi articulada pelas direções partidárias comandadas por Ciro Nogueira e Antonio Rueda.
Com a troca de relatoria para o ministro André Mendonça, o caso seguiu no Supremo, mas a reação de Tereza Cristina evidenciou um ruído político dentro do bloco partidário. Ao se posicionar, a senadora buscou delimitar o alcance da nota e sinalizar que a bancada no Senado mantém posição própria diante da crise envolvendo o tribunal e o caso Banco Master.
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