
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (10/3) o cancelamento da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na posse do líder chileno José Antonio Kast, que ocorre amanhã (11).
Flávio disse que o petista “não consegue conviver com quem pensa diferente”. O cancelamento, anunciado de última hora hoje, também foi criticado por outros membros da oposição. O Planalto não explicou os motivos para a mudança.
“Lamento que, à essa altura do campeonato, o Lula ainda não consiga conviver com quem pensa diferente dele”, disse Flávio em entrevista à Band, replicada nas redes sociais do senador.
“Um presidente da República, convidado por outro presidente da República eleito, poderia sem problema nenhum vir para cá. Mas o Brasil também não perde nada com a ausência dele. Afinal de contas, ele prefere se aproximar de países onde haja grupos terroristas dominando”, acrescentou.
O presidente Lula decidiu de última hora não ir ao Chile. A viagem estava programada para esta tarde. Equipes de assessores e diplomatas, inclusive, já estavam no país, e foram informados sobre a decisão hoje. O Brasil será representado na solenidade pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também foi convidado pela equipe de Kast, assim como Flávio. Porém, em postagem nas redes, disse estar “impedido” de participar. Ele se mudou para os Estados Unidos no ano passado, e articulou uma série de sanções do governo norte-americano contra o Brasil e autoridades brasileiras. Por isso, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação.
Oposição aproveita
Outros integrantes da oposição também se manifestaram sobre o cancelamento. “Quando o descondenado Lula cancela a ida (à posse do) José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, mostra que as relações internacionais são só com governos ditadores ou terrorista, como o caso do Irã, Venezuela e Cuba”, escreveu o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), nas redes sociais.
“Lula com medinho de passar vergonha e ser hostilizado”, disse, por sua vez, a deputada Rosângela Moro (União-SP).

Política
Política